O livro chegou-me às mãos por acaso, abandonado à sua sorte junto com outros livros usados mas em bom estado. "A Corporação Invisível" pode ser considerado um romance policial e foi escrito por Luís Sítima e por Hugo V. Costa.

Este livro narra a história de um homem, de nome Charlie (ou Carlos Anderson dos Santos, de seu "verdadeiro" nome) que lidera uma das maiores farmacêuticas do mundo, com sede na cidade de Londres. O seu desaparecimento parece deixar todos "chocados", mas a notícia é abafada pelos sedus pares que contratam um detetive privado para descobrir o seu paradeiro. O final, será de certeza o menos esperado.

Um investigador é contratado e tem ao seu dispor todos os meios para seguir as pistas que o poderão levar até Charlie. O português, chega a Londres e embarca nesta viagem cheia de mistérios e segredos entrançados na própria história. Poderá um escrito com raízes no antigo Egito ser a chave para a descoberta do paradeiro de Charlie? Uma conspiração global, uma sociedade secreta, códigos de origens milenares... este livro, que alguns consideram como um thriller, acaba por nos levar a pensar sobre o que é verdade e mentira, a refletir sobre as relações humanas e sobre o poder que muitas empresas e organizações têm no mundo. Mas não deixa de ser uma obra de ficção e, o final, como eu referi, é inesperado, embora na prática o livro acabe por nas capítulos finais começar a fugir àquilo que ia prometendo e, talvez por eu esperar outro fim para as personagens, me deixou um pouco desiludida.

Sobre o que não gostei... as muitas vezes em que os autores optaam por escrever palavras em inglês, tendo o livro sido escrito por portugueses e a personagem principal sendo portuguesa, penso que na maioria das vezes, essa opção seria desnecessária. Apresentado como um livro sobre uma "conspiração", não deixa de ser também um livro que fala de gestão, iniciando cada capítulo com acontecimentos ligados aos sete pecados capitais. Se algumas informações podem fazer sentido, outras parecem ter sido ali colocadas apenas para encher e nada nos trazem de valor à história.