Prestes a entrar em confinamento e sabendo que seriam os últimos dias em que iria estar a trabalhar no direto, passei numa livraria e este livro de Flávio Capuleto, chamou-me a atenção. Em poucos dias, completei a sua leitura. E sim, um livro é um bom refúgio para as nossas ansiedades.

Um romance policial que nos conduz na busca por uma jornalista bastante famosa, de nome Sílvia Frattini, casada com um ex-político toxicodependente, ciumento e vingativo. Luís Bernardo, um seu amigo, terá sido uma das últimas pessoas a vê-la. Terá sido rapto ou assassínio? A Polícia abre um inquérito e o caso é entregue ao inspector Mortágua que, ao tentar descobrir onde está a jornalista, se vê enredado numa teia de crimes por esclarecer.

Aparece um corpo decapitado a flutuar nas águas do Tejo que primeiro se pensa ser dela, surgem também esqueletos de recém-nascidos escondidos num sótão e, como se isto não bastasse, um vírus letal criado em laboratório dificultam a investigação e adensam o mistério.

O narrador da história é o seu amigo Luís Bernardo, um escritor, apaixonado por Sílvia e que está na cidade de Lisboa, alojado num hotel para descansar. Luís luta contra um cancro e com a sentença de que terá pouco tempo de vida.

Como prometido, o livro prende-nos mesmo (quase) até à última página. Na minha opinião, um ótimo thriller que vai depois terminar de forma abrupta. Mistura muitas coisas, mas não é confuso porque Flávio tem uma escrita muito clara e envolvente. Podemos apenas imaginar, sem se saber, a verdadeira história nem o que sucedeu a Sílvia durante aqueles dias.

O final da história é um pouco inesperado, isso vos digo.