Fotografia da minha autoria

«A vontade é o fermento certo para chegar lá»

Estamos longe. E eu não vejo maneira de encurtar a distância. Porque cortaste as cordas e armadilhaste o caminho. Tudo para impedir que me aproximasse. Tens lutado contra aquilo que sentes por pensares que é incorreto, talvez, maligno. Mas desde quando é que amar é errado?

Aprendi a desvendar as tuas inseguranças através de pequenas reações: se eu te toco no braço, dás um passo para o lado oposto, mas de uma forma tão subtil que só eu percebo. Não te levo a mal. Eu sei que tudo isso é culpa do trauma que carregas no peito - e sobre o qual te recusas a desabafar. Quero estar perto, porém, não mo permites. Não insisto. E tu procuras-me. Eu sei que me queres do teu lado, mas, ao mesmo tempo, não me queres deixar transpor esse muro que criaste. Acreditas que, se continuares a negar-me passagem, eu vou cansar-me e acabarei por ir embora, não é? Meu amor, como estás enganado!

Continuarei a enlaçar as cordas que tu insistes em quebrar. A percorrer rotas alternativas até te encontrar. Não me pouparei a esforços, porque vales mais do que aquilo que, algum dia, imaginei. E vou provar-te que, faças o que fizeres, permanecerei aqui. Sou persistente, sim, porque me deste motivos para o ser. E, enquanto sentir esse traço de vontade tua, não deitarei tudo a perder.

Deixa-me curar-te as feridas.

M, 10.06.2015