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A escrita é deliciosa. Suave e poética, leva-nos pela história sem darmos conta. Sublinhei várias passagens, não apenas pela constatação feita, mas pela escolha de palavras para o fazer. Os capítulos são curtos, facilitando a um leitor com menos tempo arranjar vinte minutos para virar umas páginas sem perder o fio à meada. A autora não se perde com floreados e conta apenas o que faz falta. É bonito ler quem sabe que conta o que tem de ser dito.
Não me agradaram apenas dois aspetos: o facto de não ficar claro em que tempo (ano ou década) se passa a história e uma decisão que a personagem principal toma, que eu entendo, para efeitos de história, mas não entendo para a coerência na minha cabeça, porque não fez de forma diferente.
De resto, a mística que envolve todo o livro faz com que estas pequenas coisas fiquem esbatidas.
É uma leitura muito agradável, escolhida pelo prémio literário da cidade da minha infância. Se puderem, leiam.
