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| Fotografia da minha autoria |
«A visão das estrelas faz-me sempre sonhar»
A noite já vai alta, mas pouco longa
Numa tela pontilhada
De amarelo-luz dos meus desejos
E eu subi ao céu sereno
Dentro de um balão de ar quente
Solitário e fugidio
Correndo contra a minha vontade
Nesta viagem em ascensão
Sonhei contar as estrelas
Fundi-las na palma da minha mão
Dormente e de peito aberto
Porque sou feita de sonhos inóspitos
Com deslumbrantes saltos sem rede
E neste céu estrelado
Que me enlaça e que me acolhe
Sinto-me sempre a um passo de casa
E lá do alto
Observando a planície ausente de colo
Talvez já não queira voltar
E permaneço cá dentro
Desta cesta de verga gasta
Alimentando a chama
Do balão que me distancia
Do abismo irreversível
De ser só em fragmentos
