em ruínas
poesia contemporânea, finitude corporal, processos de cura emocional, metáforas do eu
Fotografia da minha autoria«belo abismo»o que se cura é o avessoda pele, o que vem de dentroo que se expele pelas ruínas de uma moradasem lara casa cede e nós caímosregeneramospedaço a pedaçopartes de alma enclausuradanum corpo que não nos pertence maiso que se cura não se traduzé um abismo vulnerável na belezatalvez seja só um versoperdido, a romper fachadas antigasenquanto lá fora viajam andorinhasquando já se foi a primavera
Texto originalmente publicado em Entre Margens