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Estão a decorrer as comemorações dos 75 anos da Libertação de Auschwitz.

Auschwitz será provavelmente uma das maiores vergonhas que a raça humana tem para apresentar na sua ainda curta história.

Nos meus tempos da faculdade e mesmo depois li muitos livros sobre o tema e sobre o período da história em causa. Acho que sobre alguns pontos fiquei a saber mais do que gostaria.

Mais recentemente, e está muito ligado com o ter sido pai, tenho evitado a abundante nova bibliografia sobre o tema, seja na área da não ficção, seja nas obras de ficção que sido publicadas.

Este fim de semana dei por mim a folhear alguns dos livros que tenho sobre tema e não pude deixar de me pensar em duas coisas: como foi possível, por um lado, e o quanto os seres humanos aprenderam de facto com o que aconteceu ali. A resposta à segunda pergunta é mais difícil do que a primeira.

Hoje parece muito complicado imaginar que algo do género pudesse ser repetido, mas ao mesmo tempo não estou confiante que o ser humano tenha “perdido a capacidade” de cometer atrocidades. Bem pelo contrário. Ás vezes acho que é só uma questão de oportunidade, ou da falta dela. E sim, sou muito pessimista em relação ao ser humano.

Penso que esta comemoração é uma boa oportunidade para voltar a olhar para o tema, para tentar explicá-lo aos mais novos e para alertar para a sua dimensão. Até porque como disse Edmund Burke “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”. Eu diria que povo aqui é um conceito o mais lato possível.

Para quem possa ter interesse, a Bertrand tem a decorrer uma campanha alusiva ao tema onde é possível encontrar inúmeros títulos (link na imagem abaixo).

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