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| Fotografia da minha autoria |
«Um livro é um sonho que tens nas mãos»
O meu compromisso com a literatura nem sempre foi consciente. Ou seja, investia numa determinada obra apenas pela sensação prazerosa de viajar sem sair do lugar, de conhecer novas histórias e personalidades, mesmo que só existissem naquele plano ficcional. Porque acredito que as nossas leituras podem assumir um caráter de puro entretenimento. No entanto, também fui compreendendo que as nossas escolhas têm muito impacto e aprendi a dar palco a essa voz.
Uma preocupação que tenho é não permitir que esta perceção condicione o momento em que me sento a ler, uma vez que não quero que seja uma obrigação para corresponder a certas causas. Mas sinto que todas estas questões fazem parte de um processo de crescimento e que ponderá-las pode ser uma forma de evidenciar artistas que permanecem num patamar secundário. Por isso é que tenho maior sensibilidade, agora, ao olhar para a minha estante, porque procuro perceber aqueles que têm pouca representatividade: em género, em nacionalidade, em identidade racial.
Esta autoanálise levou-me, portanto, a assumir a missão de valorizar, cada vez mais, os nossos autores, pois sinto que ainda é mais forte o estímulo para explorar a literatura estrangeira. E não há qualquer mal nisso, simplesmente, creio que há muito talento em Portugal e que existem nomes a merecer mais crédito do que aquele que recebem. Assim, dentro da minha bolha, tento fazer a diferença a cada nova partilha, seja no Entrelinhas, seja na Portugalid[Arte], seja no Alma Lusitana.
Atendendo a que, hoje, se comemora o Dia do Autor Português, resolvi delinear um desafio - ABC de Autores Nacionais - para homenagear aqueles que fizeram morada em nós - e os que estão para chegar -, preenchendo a nossa vida com narrativas que são belas obras de arte.
Feliz Dia do Autor Português ♥




