Não costumo comprar livros pela capa, mas quando encontro alguma original não resisto a parar e dar uma espreitadela. Infelizmente não me parece que os editores portugueses sejam muito criativos...pegam numa imagem de uma mulher meio despida ou em duas pessoas aos beijos, acrescentam um floreado e está a andar. Bem sei que cada livro tem um público específico, mas é um enjoo olhar para os escaparates das livrarias.
Decidi pegar no livro Sapatos de Rebuçado de Joanne Harris e comparar a capa nos diferentes países. Na verdade, é Sapatos de rebuçado pela Europa em não pelo mundo - não consegui encontrar capas orientais, não sei se por aselhice se por o livro ser recente (de 2007 aqui no nosso país). É pena porque as capas japonesas são sempre muito bizarras.
1.

Estes editores estão um pouco trocados: são os sapatos que são vermelhos e não a roupa. Assim parece que a autora decidiu reescrever a história do capuchinho vermelho. Apesar disso, gosto do ar sombrio e ao mesmo tempo misterioso conferido pelos roxos. A rapariga dá o toque de cor necessário. A primeira capa é portuguesa e é bastante diferente da capa de Chocolate que era castanha (a que eu tenho é pelo menos). Aquilo lá a trás parece ser um cemitério. Tem a sua lógica, porque há uma cena da história que se passa lá. Boa escolha de letras e cores. A capa americana tem o que pressuponho ser o Montmartre em fundo. Foi muito bem pensado. Não gosto das letras a vermelho...acho que a dourado ficam melhor. A capa inglesa tem o mesmo cenário da portuguesa, mas a rapariga ocupa o espaço todo...ficou esquisito.
2.

Estas capas têm um problema: não têm muito que ver com a história. Podiam ser as capas deste livro ou de outro qualquer. Tirando isso são lindas de morrer! Dá vontade de comprar só para embelezar a estante.
3.

A capa holandesa parece ser a única que efectivamente representa os sapatos e com os bombos a dar o toque do chocolate. O vermelho contrasta com o azul do fundo. Impossível ver numa livraria e não parar! boa escolha de letras: tiveram o cuidado de não por tudo com o mesmo tipo para não ficar exagerado. A outra capa é dinamarquesa. Apesar de não ter muito que ver com a história, tem um ar misterioso que atrai o olhar. Faz-me lembrar a cena final do livro.
4.

Suponho que a capa italiana era para ficar igual áquelas roxas, mas deve ter faltado tinta e ficou cinzentona. Pelo menos a rapariga vai na direcção contrária das restantes. A capa brasileira é bizarra: faz lembrar um conto infantil. A russa também ainda por cima não têm nenhum toque de vermelho.
Não estão nada mal estas capas no geral.