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Uma viagem literária para descobrirmos os nossos autores
O Alma Lusitana, para o próximo ano, terá uma jornada especial, porque a proposta é descobrirmos autores - e não reconhecê-los através de temas gerais. Os primeiros dois nomes, sorteados na lista de 24 magníficos, foram Joana Gorjão Henriques e Filipe Melo. E será com eles que, já em janeiro, começará a nossa aventura.
JOANA GORJÃO HENRIQUES
Nasceu em Lisboa, em 1975, e é jornalista do Público. Fez uma pôs-graduação em Sociologia, na London School of Economics, participou no lançamento do suplemento de cultura Ípsilon e mantém ativa a sua intervenção no que concerne à luta pelos Direitos Humanos e de Integração. Recebeu vários prémios.


Racismo em Português: O Lado Esquecido do Colonialismo: «Cinco países. Cinco viagens. Cinco reportagens. Mais de cem entrevistas que procuram compreender a forma como o colonialismo marcou as relações raciais. Os portugueses terão sido mais brandos e menos racistas do que as outras potências coloniais, como o lusotropicalismo quis fazer acreditar? A partir de inúmeras entrevistas feitas em Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique, desconstrói a polémica questão do racismo no colonialismo português. Quarenta anos passados sobre as independências das ex-colónias portuguesas, este livro questiona até que ponto o racismo afecta ainda hoje as relações sociais, políticas e económicas».
Racismo no País dos Brancos Costumes: «Um homem quer alugar uma casa, mas assim que diz o seu nome africano deixa de receber respostas. Uma avó da Cova da Moura é atirada ao chão por um polícia quando pergunta pelo neto. Uma mulher negra com formação superior vai ao hospital e perguntam-lhe se sabe ler as placas informativas. Por causa da cor da pele. Tudo isto acontece em Portugal, a portugueses negros, e é contado na primeira pessoa no livro No País dos Brancos Costumes, que dá continuidade à investigação de Racismo em Português. Assim se completa o retrato de um país que em 1982 deixou de atribuir a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes nascidos em Portugal, e onde ainda há quem encontre listas de escravos (com os respectivos preços) nos baús dos avós, entre outros brandos - brancos - costumes».
FILIPE MELO
É músico, realizador de cinema e autor de banda desenhada. Depois de muitos anos como pianista, tornou-se, também, compositor e orquestrador. Atualmente, leciona na Escola Superior de Música, em Lisboa. No cinema, criou vários projetos imperdíveis e, na literatura, colabora com Juan Cavia há mais de uma década.
[se conseguirem encontrar, têm, ainda, quatro volumes do DogMendonça e Pizzaboy]
Os Vampiros: «Em 1972, na Guiné-Bissau, um grupo de comandos portugueses avança no mato com a missão de localizar uma base secreta no Senegal. Pelo caminho, à medida que vão perdendo os alicerces da sua própria humanidade, estes soldados enfrentam uma ameaça muito pior do que poderiam imaginar».
Comer / Beber: «Durante a Segunda Guerra Mundial, o polaco Franz Majowski esconde uma garrafa de champanhe no cofre do seu popular restaurante em Berlim. Quatro décadas mais tarde, uma célebre tarte de maçã é o motor da viagem de um homem pelo interior da América. Paladar e memória cruzam-se nestas duas histórias de magnífica simplicidade, uma delas real e a outra imaginada».
Balada Para Sophie: «A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia. Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar a sua verdadeira história. Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarro e de velhas memórias, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento».
