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| Fotografia da minha autoria |
«Que a magia do Natal transforme tudo em amor»
A manhã acorda-me com a melodia de uma banda sonora temática. As vozes dos Pentatonix dividem palco com a Mariah Carey, os Anjos e tantos outros artistas, num leque de canções clássicas e contemporâneas. Embora transmitam mensagens e energias distintas, o vínculo natalício une-as e embala-me para experienciar o seu espírito em pleno. Por isso, de peito aberto, levanto-me e preparo-me para uma das noites mais mágicas.
Acredito que, mais do que uma data festiva, o Natal é um estado de alma. Assim, faço por proporcioná-lo aos meus. Aos que necessitam de um pouco mais de esperança. E a quem, pelas razões mais distintas, não pode usufruir da familiaridade da quadra. Porque Natal é amor e empatia. É casa. É festa. É aquele abraço apertado que se renova na partilha, mesmo quando há distâncias impostas pelas circunstâncias da vida. Portanto, tenho sempre o maior respeito, sem os esquecer, por todos aqueles que se veem privados da luz que não habita, somente, na estrela que colocamos no topo da árvore. E espelho a minha gratidão por senti-la na pele.
Os lugares à mesa vão ficando menos preenchidos, o que é sempre duro, mas o coração reveste-se de memórias. De gestos que nos transformam. De colo - daquele colo que, não sendo literal, nos transporta para um passado não tão distante ou que, pelo menos, permanece vivo, em nós. Talvez seja necessário um pouco mais de resiliência, porém, é desta superação que somos feitos, prolongando as conversas, os risos, as chamadas, as confidências e o desejo de um amanhã estável e tão cheio deste encanto que nos faz sonhar.
Há algo que parece em falta, mas nunca em falha. Porque o amor há-de compensar sempre tudo o resto. E mesmo quando a vontade de fazer os ponteiros do relógio for mais forte, para não prolongar a solidão ou a ausência, garanto-vos que estarei deste lado da margem a almejar que seja maior a paz interior. Está é - ou deveria ser - a época mais maravilhosa do ano, mas há momentos em que somos virados do avesso, desencontrando-nos do brilho que outrora funcionou como um dos nossos dialetos. Nunca estarão sozinhos.
A casa tem no ar o aroma do forno em alvoroço e dos doces que já arrefecem na mesa de apoio. Hoje, ainda mais, mantenho-vos perto e sou agradecida pelo aconchego de acolher o lado mais puro desta festividade. Como transcrevi, em 2019, desejo que os nossos «braços sejam cordas, atando-nos com força». Coragem!
Feliz Natal a todos 🎄♥
