postado por Rafaé

Sexta feira, e a história de repete: cerveja com os amigos após o expediente. Papo vai, papo vem, e a conversa também se repete: mulheres. Cada um vem com uma história, uma vantagem, ou um comentário sobre o que ouviu falar. Mas dessa vez, o papo foi mais sincero, beirando a confissão.

Cada um falando de seus primeiros romances platônicos. Rolou Carla Perez, Maitê Proença… Um, mais novo, lembrou da Feiticeira. Mas cá entre nós, ninguém proveniente do programa H é digno de ser lembrado como “primeiro amor”. Enfim…

A minha primeira namorada se justifica pelos expressivos olhos. Foram horas e horas, de beijos sinceros e intensos, a ponto de tirar a tinta da boca dela. Não, não me corrija! Não era batom, não. Era tinta, pura e simplesmente. E a revista? Playboy, obviamente. Não sei quem havia a comprado, mas eu a encontrei e me apropriei, como aqueles malandros que vivem em cima da mulher alheia. E com essa, eu fui um Don Juan. Em menos de cinco minutos, ela já habitava o meu guardarroupas (e meu coração).

A sexualidade aflora de maneira natural, quando se está amando. Confesso que tinha ciúmes quando a via na novela, fingindo. Entre luzes, câmeras e ação, abria mão de seu verdadeiro amor (eu), por um ganha pão. Mas o que me confortava era saber que ela estava à disposição de meu amor, sempre.

Mas o que já se anunciava desde as primeiras sessões de amor, aconteceu: ela rasgou. Falta de carinho, ou excesso de paixão. Não sei até hoje a causa, mas ela não aguentou a intensidade das minhas fantasias. Um rasgo, entre sua boca e seu mamilo esquerdo revelou uma propaganda de desodorante ao fundo. Resumindo: aos 7 anos, fui viúvo pela primeira vez (Nana Gouvêa e Cissa Guimarães vieram na sequência). Mas a lembrança se faz presente. Hoje consegui baixar a minha primeira namorada, em versão pdf. Mas desta vez, não vou imprimir. Eu sei que o amor desgasta os papéis…