por talesforlove, em 01.02.21

O ano 2020 foi um ano atípico, por causa da pandemia. Nele acabamos por encontrar todas as fragilidades possíveis dos seres humanos. 2021 continua a ser 2020. O calendário mudou mas tudo continuou, o que em boa verdade, já seria de esperar pois o vírus não tem nada a ver com o nosso calendário.
Ficam os fogos de artifício extemporâneo resultado de uma vontade reprimida de normalidade. O Autor deste blog não participou nesta alegria tão desprecavida mas compreende-se esta situação, quem a pode criticar?! Mas temos temos de esperar que o vírus se vá embora ou fincando que não seja uma ameaça.

Ironia foi o filme "O Ano da Morte de Ricardo Reis" ter estreado no ano em que a morte começou a estar presente no nosso dia a dia. Que falta de pontaria! À tragédia das salas de cinema fechadas somou-se o tópico do filme. Veja-se o filme de apresentação, do Inglês trailer, algo que eventualmente poderíamos traduzir de forma mais resumida como cinpub (ou cinematográfica publicidade). Fica a sugestão para uma nova palavra.

Fica ainda uma sugestão de áudio livro para a obra de José Saramago, a qual bebe inspiração em Fernando Pessoa.

Audio Livro:

https://www.bing.com/videos/search?q=o+ano+da+morte+de+ricardo+reis+trailer&&view=detail&mid=B2895CC97F058B39E08DB2895CC97F058B39E08D&rvsmid=331A5FEE166A0ECE01C8331A5FEE166A0ECE01C8&FORM=VDQVAP

Finalmente, para que fique claro que vale a pena confinar, que vale a pena aguardar pelo Verão, fica aqui uma música com um bom ritmo, por Zé Amaro. Pode ser que a variante Europeia do Covid-19 vá de férias no Verão e nos deixe em paz, afinal está claro que prefere as temperaturas mais baixas, ao contrário da variante Amazónica.

O Zé Amaro é um Artista que buscou a sua inspiração na música Brasileira, por sua vez inspirada noutras fontes.

Veja-se um pouco mais sobre ele em:

Zé Amaro | Costa e Ramos

Ainda um poema “A essência” por Getúlio O. (Brasil,

Poesia da Antologia 2018-2019)

Gosto dos andares tortos

De insetos felizes.

Admiro o soldadinho alvinegro

Que busca o amarelo, ao invés

Da roupa branca do homem engomado.

Sinto a fragrância do mato

Como estivesse sentindo um perfume francês.

Tenho bem querer por pessoas

De almas sorridentes.

Prezo olhos que sorriem

Mais do que bocas que se amostram.

O essencial não está no que se vê,

Mas no que se sente.

Entretanto, qualquer que jeja a vossa idade, sejam responsáveis: protejam-se!

Até breve.