26
Mar18
Elsa Filipe
"O codex 632" escrito por José Rodrigues dos Santos, foi a minha companhia durante o verão de 2008. Um livro imenso, não apenas no tamanho, mas também na qualidade.
José Rodrigues dos Santos não é um autor muito consensual, mas posso afirmar que gostei bastante da sua forma de escrita, da construção do enredo e da interação entre as personagens. Destaco a linguagem simples, mas que reverte em diálogos nem sempre fáceis de compreender, uma vez que abordam temas muito concretos e científicos. Alia-se uma capacidade descritiva única, que apesar de longa não considero que se torne enfadonha.
Aquilo que mais gostei foi da incrível pesquisa que se percebe que foi feita antes da própria escrita do romance.
O livro, baseado em documentos históricos genuínos, leva-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade. A personagem principal é um professor de história, de nome Tomás de Noronha, perito em criptografia, que procura conhecer a verdadeira história de Cristóvão Colombo. Há também uma história de amor, espiões e um fim avassalador com uma perda familiar, tudo ingredientes que fazem deste um daqueles romances difíceis de largar.
Sobre o autor:
José Rodrigues dos Santos estreou-se na escrita de romances com "A Ilha das Trevas", tendo publicado até 2012 quatro ensaios e um total de dez romances.
Nasceu na cidade da Beira, em Moçambique, é jornalista, correspondente de guerra, professor universitário, é também um ensaísta e romancista.
Abraçou a carreira de jornalista em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública.
Tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada.
Fontes:
https://www.wook.pt/livro/o-codex-632-jose-rodrigues-dos-santos/171935