Feira Feminista do Livro 2018
Possivelmente o evento literário que eu mais aguardava este ano - mais que a Feira do Livro de Lisboa, espantem-se.
Isto porque (e quem me conhece sabe) me associo à UMAR há alguns anos. Adoro ir a eventos da UMAR; sou sempre bem recebida, sinto-me sempre em casa e aprendo sempre muito. Fiz alguns seminários da Universidade Feminista sobre literatura e arte. Uma vez, em Novembro de 2013, quando fui numa tarde de chuva depois do trabalho tentar colmatar o voluntariado em atraso, ofereceram-me uma chávena de chá e convidaram-me para assistir a uma sessão sobre Maria Lamas. Tive várias oportunidades de conviver com mulheres verdadeiramente inspiradoras. Podem, inclusive, ver posts em que menciono a associação aqui e aqui.
Ou seja, estava ansiosa para esta Feira do Livro, por juntar (mais uma vez) o meu amor pela literatura com o meu amor por este espaço. Publicitei este evento várias vezes desde Fevereiro, fui a primeira pessoa a chegar no Sábado, e só tenho pena de não ter podido ficar mais tempo.
fotos de algumas memórias de eventos passados
Não podia, obviamente, ir a um evento destes - e num sítio que me é tão querido - e sair de mãos a abanar. Ando a dar facadas várias no meu plano de comprar menos livros, mas esta é uma facada que não dói. Dei mais que uma volta às bancas, e tive de fazer escolhas.
O meu amor e sempre companheiro nestas andanças também trouxe consigo dois livros: "Introdução às Teorias Feministas do Direito", de Rita Mota Sousa, e "As Primeiras Mulheres Repórteres: Portugal nos anos 60 e 70", de Isabel Ventura. Eu levei comigo poesia e contos, ele não-ficção.
No dia seguinte, voltei à UMAR, para comprar "Funcionários da Verdade", de Diana Andringa, que tinha ficado na ideia, e fiquei para assistir a uma sessão de apresentação do novo livro de Isabel Ventura, "Medusa no Palácio da Justiça ou Uma História da Violação Sexual". Foi uma conversa esclarecedora e mentalmente estimulante, uma oportunidade de conhecer a autora e a sua obra (que é, na verdade, a sua tese de doutoramento), e um fim de tarde super agradável no Jardim das Três Marias.
Adorei conhecer a Isabel Ventura - é uma mulher fascinante, inteligente, informada e de uma imensa simpatia. Tive imensa pena de não ter "As Primeiras Mulheres Repórteres" comigo, para autógrafo!
Ficaram, desta vez, atravessados (porque não se pode trazer tudo) os seguintes:
Entre vários outros. Já há promessa de nova feira no ano que vem!
Saliento, ainda, que durante todo o ano a UMAR, na sua vertente de Centro de Cultura e Intervenção Feminista, tem uma pequena livraria, que vale a pena visitar. Aliás, a UMAR vale a pena visitar, com ou sem livros. Convido-vos a todos a conhecer o espaço e a aparecer em qualquer evento organizado pela associação. Deixo o programa abaixo (carreguem para ver em grande).













