Fotografia pessoal

«A minha identidade está no caráter que me define»

O meu primeiro passo foi, praticamente, sem rede. Sabia de onde partia, mas desconhecia para onde pretendia ir. Segui quase as pegadas do vento, tornando-me leve, absorvendo tudo o que me reconforta e que sustenta o meu coração. Nesta viagem alucinante, precisei de olhar de dentro para fora. E aprendi a libertar o que não encaixa no meu peito, para priorizar tudo o que é uma extensão da minha personalidade.

É assim que nos conhecemos e que descobrimos a nossa identidade. Portanto, todas as decisões que abraço respeitam quem quero ser. E o que sou nesta comunidade online não difere da realidade offline. Apenas faço uma gestão consciente do que sinto que merece ser exposto. Para alcançar esta plenitude, refleti sobre alguns aspetos. E continuo a tê-los em consideração, pois é uma maneira de não perder o foco do mais importante. Além disso, este capítulo está em constante metamorfose e é imprescindível sabermos quais são as nossas raízes.

// O que me incomoda na Blogosfera //

O ruído de quem chega sem princípios. Sou a favor de tornar o blogue profissional e de retirar proveito monetário do nosso lado criativo - embora não aplique [pelo menos para já] esta opção. Afinal, haverá melhor do que conseguirmos um extra com a nossa arte? Isso é unir dois mundos de uma forma saudável, porque fazemos o que gostamos enquanto aumentamos a nossa autonomia financeira. Só não acredito - e perdoem-me - na paixão de quem cria um projeto só pelas parcerias e pelos prémios. Acho que a Blogosfera é um mundo mais íntimo e especial. E que merece uma dedicação mais consciente.

// O que nunca publicaria no blogue //

Conteúdo com o qual não me identifique e que possa expor as minhas pessoas em demasia. O primeiro, porque defendo que devemos valorizar as nossas paixões. Além do mais, não faz sentido destacar tópicos que nos dizem pouco, quando podíamos aproveitar o nosso tempo para homenagear pessoas, ideias, iniciativas que nos inspiram. O segundo, porque fui eu que escolhi ter um blogue público, não elas. Portanto, ainda que as possa incluir em determinadas publicações, tenho que garantir que há um limite que não ultrapasso, pois é uma base de respeito que não pretendo quebrar.

// Há quanto tempo faço publicações diárias.

O que me levou a tomar esta decisão //

Confesso que precisei de ir ao arquivo pesquisar esta informação, porque não foi uma decisão estudada. No final de 2015, comecei a desafiar-me nesse sentido, até porque havia conteúdo que queria explorar e percebi que, para além de uma maior disponibilidade temporal, tinha ideias suficientes para o conseguir. A verdade é que sempre tentei ser regular, mas esta assiduidade diária nunca foi uma meta. Foi, sim, uma consequência natural. E ainda bem que resolvi dar este passo, porque cresci imenso na minha escrita, na organização, na argumentação e na própria criatividade. Continuo a não forçar publicações, porque não me fascina a imposição e a sensação de publicar para fazer número. No entanto, se for capaz de manter este ritmo, melhor, porque é mesmo gratificante - e viciante. Caso não seja possível, não me martirizo, pois acredito que tudo tem o seu tempo. Existam textos sete dias por semana ou menos, a entrega é a mesma, uma vez que os meus valores são transversais. E porque defendo - por mais que me repita - que é o nosso compromisso que faz a diferença.

A estrada é longa. Há sempre um novo trilho para palmilhar. Por isso, sigam fiéis a quem procuram ser. E nunca deixem de caminhar.

[Reflexões sugeridas, respetivamente, pela Sandra C. - Bluestrass -, pela Ana Ribeiro - EscreViver - e pela Mary - Shimbalaiê]