14/09/2010 · 3:23 PM
postado por Rafaé
Não pelo que vejo, ou por como sinto. Nessa solidão, não o percebo chegar. A solidão não é física, pois o quarto está cheio. Mas também não é psicológica. Meus sonhos me levam além do hype, mas antes do auge. Enfim, ele chega disputando o espaço do colchão comigo.
Aos poucos o sinto interagir. Leves mordidas passeiam pelo meu corpo. Não são boas, ruins ou desconfortáveis. Se é que são algo. Nesses momentos não sabemos ao certo com o que convivemos. Minha percepção foi abalada, e só voltará quando este enjoo se diluir. Sensações incompatíveis.
E as mordidas continuam, subindo e descendo. Contemplam meu corpo, como poucos. Sinto sua respiração passando pelo meu pescoço. O que me desperta, após a resistência.
Realidade, voltei.
Rocamadour, me deixa.
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