No dia 20 de abril de 1970, o poeta romeno Paul Celan tirou a própria vida, aos 49 anos, jogando-se no rio Sena, em Paris. Foi o ato final da trágica vida de um intelectual judeu sobrevivente do Holocausto. Quatro anos antes, o filósofo Martin Heidegger concedeu uma entrevista à revista alemã Der Spiegel sobre, entre outros assuntos, a sua filiação ao partido nazista de 1933 a 1945 – o que ele jamais havia abordado publicamente. Heidegger, porém, pediu que a entrevista só fosse publicada postumamente – o que ocorreu em 31 de maio de 1976, cinco dias após a sua morte, aos 86 anos.
Os dois fatos estão ligados entre si, embora indiretamente. Celan e Heidegger, duas das maiores figuras da poesia e da filosofia do século 20, tiveram uma relação conturbada, que durou duas décadas, feita de atração (por parte de ambos), mas também de repulsa (por parte de Celan), que culminou em um misterioso encontro em 1967, sobre o qual já foram escritos inúmeros livros, teses, dissertações e artigos.
Paul Celan nasceu em 23 de novembro de 1920, em Tchernivtsi, então capital da província da Bucovina, na Romênia – região que pertencera ao Império Austro-Húngaro até um ano antes do seu nascimento. Por esse motivo, ele foi criado falando romeno e alemão; além disso, aprendeu o iídiche nas ruas e o francês na escola, além de hebraico, inglês, italiano, russo, grego e latim – poliglotismo que lhe asseguraria, anos depois, uma sólida carreira como tradutor na França. Os judeus de Tchernivtsi se dividiam entre os ortodoxos e os aculturados, e os pais de Celan pertenciam ao último grupo. A mãe de Celan, Fritzi, fazia questão que a família falasse apenas alemão em casa, e venerava as obras de escritores e compositores germânicos. Talvez por esse motivo ele tenha escolhido o alemão – e não o romeno – como a língua na qual iria criar a sua obra poética.

Em 1938, Celan viajou para Tours, para estudar Medicina, pois havia uma cota imposta aos romenos judeus. Quando o seu trem fez uma parada em Berlim, a caminho da França, a cidade havia acabado de viver a Noite dos Cristais, o pogrom contra os judeus promovido pelos nazistas. Quando a guerra teve início, Celan desistiu do curso de Medicina e retornou a Tchernivtsi para estudar línguas românicas. Em 1940, com o Pacto Molotov-Ribbentrop, a Alemanha concordou com a anexação de partes da Romênia, incluindo Tchernivtsi, pela União Soviética. Um ano depois, com o fim do acordo, a Alemanha reconquistou a região, tendo as unidades romenas como aliadas. O extermínio da população judaica começou em outubro de 1941, com milhares de pessoas deportadas para campos de extermínio na Transnístria.
Celan, então com 21 anos, trabalhou como construtor de estradas ao sul de Tchernivtsi, em um campo de trabalho criado pelos romenos, enquanto vivia em um gueto, onde era obrigado a destruir livros soviéticos. Isso lhe permitiu escapar da deportação para um campo de concentração alemão. Quando ele quis visitar seus pais, em junho de 1942, descobriu que eles haviam sido deportados para a Transnístria no mesmo dia. Seu pai morreu de cólera pouco depois, e sua mãe, frágil e exausta, e portanto incapaz de executar o trabalho forçado, foi morta por um oficial nazista no inverno seguinte, com um tiro no pescoço.
Após o fim da guerra, Celan mudou-se para Bucareste, onde trabalhou como tradutor e editor. Com a emergência do comunismo na Romênia, ele fugiu para Viena, em 1948, e um ano depois se mudou para Paris, onde, aos poucos, foi estabelecendo sua fama como poeta e tradutor, e assegurou o posto de professor-leitor de alemão na École Normale Supérieure. Em 1952, casou-se com a artista gráfica francesa Gisèle Lestrange, com quem teve um filho, Eric.
A partir de 1948, Paul Celan escreveria sete livros de poesia, estabelecendo-se como um dos maiores poetas do século 20. Porém, o trauma vivido durante a guerra e a morte dos pais o perseguiriam pelo resto da vida, fazendo surgir (ou exacerbando) sua instabilidade emocional e sua doença mental; a mania de perseguição destruiria amizades duradouras, e os acessos de violência causariam o fim de seu casamento com Gisele, três anos antes de seu suicídio. Um aspecto crucial de sua vida e obra é a ambiguidade em relação ao alemão, o idioma que sua mãe amava, e que ele havia escolhido como a sua forma de expressão literária – e o idioma de seus algozes. Segundo Modesto Carone, em A poética do silêncio (1979), Celan o teria expressado literalmente: “Meine Muttersprache ist die Sprache der Mörder meiner Mutter” (“A minha língua materna é a língua dos assassinos da minha mãe”).
Durante sua estada em Viena, Celan conheceu a poeta austríaca Ingeborn Bachmann, que à época havia acabado de escrever uma dissertação sobre o filósofo Martin Heidegger. Segundo o professor e escritor norte-americano James K. Lyon (1934-2022), doutor em Literatura Alemã pela Universidade de Harvard e autor do livro Paul Celan & Martin Heidegger: An Unresolved Conversation, 1951-1970, foi Bachmann quem apresentou a obra de Heidegger a Celan, e lhe informou sobre o passado nazista do filósofo. De qualquer forma, Celan fatalmente teria entrado em contato com o pensamento heideggeriano em Paris, pois através de Sartre e os existencialistas, Ser e Tempo havia se tornado um livro incontornável no pós-guerra. Nos anos seguintes, Celan nutriria uma admiração crescente pela obra do filósofo, notadamente as suas teorias sobre linguagem e poesia, e estabeleceria com ele, a partir de 1951, um longo diálogo, feito majoritariamente por troca de cartas e livros. Celan também se sentia extremamente lisonjeado pela atenção que Heidegger lhe dirigia: quando eles estabeleceram contato pela primeira vez, Celan tinha 31 anos e era um poeta em ascensão; já Heidegger tinha 62 anos, sua obra principal já havia sido escrita, e ele era venerado em todo o mundo. Porém, a nuvem negra do passado nazista de Heidegger tornaria essa relação extremamente complexa.
Martin Heidegger filiou-se ao Partido Nazista no dia 1º de maio de 1933, e no dia 27 do mesmo mês assumiu o cargo de reitor na Universidade de Friburgo, quando proferiu seu famoso discurso A autoafirmação da universidade alemã. Na cerimônia de posse, o novo reitor tinha, atrás de si, estandartes com suásticas, e à sua frente, uma plateia formada por acadêmicos e oficiais nazistas de uniforme. No discurso, alinhado com os ideais nacional-socialistas, o filósofo defendeu uma “nova universidade”, voltada a valores tradicionais, e enalteceu a Alemanha como a verdadeira herdeira da tradição grega. Dez meses depois ele renunciaria ao cargo, porém continuaria como membro do Partido até o fim da guerra, em 1945.

Heidegger era essencialmente um nacionalista e um tradicionalista, um crítico ferrenho da tecnologia e do mundo moderno, incluindo aí o uso do idioma alemão de sua época, que ele considerava degenerado; por isso admirava os poetas, e era leitor de Hölderlin, Rilke e Trakl, autores em que havia encontrado a essência mais pura da literatura alemã. E não só isso: achava mesmo que a poesia e a filosofia eram vizinhas. Na conferência A essência da linguagem, contida no livro A caminho da linguagem, ele afirma: “O pensamento segue seu caminho na vizinhança da poesia. (…) Ambos, poesia e pensamento, precisam um do outro ao extremo, precisam de cada um em sua vizinhança”. E foi exatamente isso que Heidegger encontrou na poesia de Celan, o “idioma primordial” (“Ursprache”) que ele buscava até em sua obra filosófica. Curiosamente, o que Heidegger considerava uma virtude, Celan a princípio havia considerado um defeito: conforme explica Lyon, embora Celan tivesse aprendido alemão desde a mais tenra idade, o idioma falado em Tchernivtsi era um alemão anacrônico e rústico, e de fato Celan tinha consciência de que a sua forma de falar não condizia com o alemão contemporâneo. E, embora possuísse um sólido conhecimento gramatical e suas leituras de obras alemãs lhe tivessem dado um vasto vocabulário, ele sentia-se constrangido pelo que considerava uma deficiência sua, e fazia grandes esforços para ler e aprender o alemão do seu tempo. Ironicamente, essa mesma “deficiência” – os seus arcaísmos e suas construções pouco convencionais – acabou por despertar a admiração de Heidegger. Anos mais tarde, ao perceber que a sua linguagem poética nada tinha a ver com a língua falada pelos seus contemporâneos, Celan superou o sentimento de inferioridade. Numa carta à sua esposa, em 1955, ele escreveu: “Mes angoisses à ce propos, alimentées par mes ennuis de traducteur, sont sans objet” (“Os meus medos nesse sentido, gerados pelas minhas dificuldades como tradutor, são infundados”).
A troca de correspondência entre Celan e Heidegger revela uma relação que foi, em grande parte, respeitosa, quase afetuosa, nascida da admiração mútua entre poeta e filósofo; do lado de Celan, no entanto, as coisas não eram tão simples. Heidegger não demonstrava sinais públicos de culpa ou remorso pelo seu passado nazista, e com raríssimas exceções, durante e depois da Segunda Guerra, manteve-se em silêncio sobre o Holocausto e a perseguição aos judeus em seu país. Mais do que isso, Heidegger parecia imune, ou simplesmente decidiu ignorar as críticas, explícitas ou implícitas, de Celan ao nazismo em seus poemas, como quando ele escreve, em Fuga sobre a morte (Todesfuge), “A morte é uma mestra da Alemanha” (“Der Tod ist ein Meister aus Deutschland”). O que interessava a Heidegger, essencialmente, era a linguagem em Celan. Como explica Mauricio Mendonça Cardozo, na apresentação de sua tradução do livro A rosa de ninguém (“Die Niemandrose”), a linguagem de Celan é “predominantemente coloquial”, porém “essa base de coloquialidade é entrecortada por seus não tão raros (e sempre contundentes) neologismos, por suas atomizações, pelo uso eventual de expressões ou termos arcaicos e, em especial, pela elipse”. Essa linguagem em parte nasce da própria experiência de Celan, e em parte é influenciada por Heidegger. George Steiner afirma: “A obra e o idioma de Heidegger estão no âmago da poesia e da prosa de Celan. (…) Muitas das palavras híbridas e das práticas de elipse e deslocamento têm sua contrapartida direta no gênio de Heidegger (…) O impacto de Heidegger na fala e nos conceitos de fala de Celan foi fundamental”.
Paul Celan desejou, durante anos, encontrar-se com Heidegger, tanto pelo desejo de conhecer pessoalmente o filósofo admirado, quanto pela possibilidade de confrontá-lo pelo seu passado nazista. Quando a possibilidade surgiu, em 1967, Celan estava em um dos seus vários internamentos em clínicas psiquiátricas, após uma tentativa de suicídio, e seu estado mental era delicado. Através de Gerhart Baumann, professor de Alemão da Universidade de Friburgo, Celan recebeu o convite para ler seus poemas na mesma instituição onde, 34 anos antes, Heidegger havia assumido a reitoria sob o governo nazista. Celan prontamente aceitou e conseguiu permissão para deixar a clínica, e Baumann fez arranjos para que Heidegger estivesse presente. A data escolhida foi o dia 24 de julho.
O primeiro encontro entre Celan e Heidegger se deu no lobby do hotel onde Celan estava hospedado. Uma pessoa do pequeno grupo sugeriu que eles fizessem uma foto – ao que Celan respondeu que não queria ser fotografado ao lado de Heidegger. O filósofo, extremamente polido e consciente das idiossincrasias do poeta, disse que se Celan não queria tirar fotos, eles deviam esquecer o assunto. Celan então se ausentou durante alguns minutos, e ao retornar, disse que não se opunha mais a tirar a foto; porém o clima já se tornara constrangedor, e ninguém fez o retrato. A leitura de Celan na universidade, no entanto, foi um sucesso, com mais de mil pessoas presentes, e Heidegger sentado na primeira fileira. Ao final da noite, Heidegger convidou Celan a visitá-lo no dia seguinte em sua cabana em Todtnauberg, na Floresta Negra, onde ele passava a maior parte do tempo, e Celan aceitou o convite (um detalhe funesto: o nome do local evoca a palavra “morte” em alemão, Tod). Segundo Baumann, porém, após Heidegger se despedir, Celan lhe confidenciou que achava difícil se encontrar com um homem cujo passado ele não podia perdoar, e que não iria visitá-lo. Baumann tentou convencê-lo a ir, e deixou Celan no hotel sem saber se ele iria ou não ao encontro. Entretanto, no dia seguinte, quando o jovem assistente de Baumann, Gerhard Neumann, apareceu para buscar o poeta, ele estava pronto para ir ao encontro de Heidegger, como havia sido combinado. Baumann, que tinha um compromisso na universidade, iria encontrá-los em Todtnauberg mais tarde.
Sobre o segundo encontro de Celan e Heidegger, no dia 25 de julho de 1967, pouco se sabe, pois Baumann esteve ausente a maior parte do tempo, e Neumann fez apenas declarações esparsas, anos depois. Celan e Heidegger conversaram cordialmente e depois saíram para uma caminhada pelas redondezas da cabana, quando o filósofo lhe mostrou a flora da região (Celan interessava-se por botânica e seu conhecimento impressionou Heidegger), mas logo tiveram que voltar, por causa da chuva. Além disso, houve momentos em que Celan e Heidegger conversaram sozinhos, e nem o poeta nem o filósofo jamais relataram o teor dessa conversa. Por esse motivo, inúmeras teorias e especulações surgiram através dos anos: teria Celan confrontado Heidegger? Caso tenha, qual teria sido a reação do filósofo, sempre reservado sobre o seu passado nazista? Teria sido a conversa amigável, como suas cartas, ou tensa? Segundo uma das poucas declarações de Neumann, a conversa foi pontuada por longos momentos de “silêncio doloroso” e, sim, um dos tópicos foi o envolvimento de Heidegger com o nacional-socialismo.
Comentários feitos por Celan a amigos, nas semanas e meses seguintes, indicam que ele de fato confrontou Heidegger, e ficou satisfeito, ao menos em parte, com a resposta. A entrevista de Heidegger à Der Spiegel, publicada nove anos depois, talvez nos dê uma ideia do que Heidegger lhe disse. Na entrevista, que levou o título “Apenas um deus pode nos salvar” (“Nur noch ein Gott kann uns retten”), o filósofo admite que, em 1933, via o partido nazista como uma possibilidade de renovação social e política, mas que já no ano seguinte havia se distanciado dos seus ideais, o que o levou a pedir demissão do cargo de reitor. Afirma também que se opôs à perseguição aos alunos e professores judeus dentro da universidade, motivo pelo qual passou a ser vigiado pelo Partido. Estranhamente, os dois editores da revista que o entrevistaram, Rudolf Augstein e Georg Wolff (um ex-soldado nazista), não perguntaram por que ele continuou sendo membro do Partido até o fim da guerra. Na verdade, vários historiadores, munidos de declarações e documentos encontrados posteriormente, mostraram que, apesar do pedido de demissão e do fato de Heidegger ter ajudado intelectuais judeus através dos anos, ele continuou apoiando os ideais nazistas e fez comentários de teor antissemita.
Sobre o encontro, Celan escreveu um belo e hermético poema, intitulado Todtnauberg, aqui traduzido por Adalberto Müller:
Arnica, eufrásia,
o gole da fonte com o
dado de estrelas acima,na
cabanaaquela, no livro
– de quem os nomes tomou
antes do meu? –,
aquela, no livro,
escrita linha de
uma esperança, hoje
de um Pensante ente
a palavra
no coração.capim de floresta, não aplainado
satirião e satirião, solitário,cru, mais tarde, na estrada,
claro,o que nos conduziu, o homem,
o que ia na escuta,as meio per-
corridas trilhas
de madeira, nas veredas,úmido,
muito.
Após o encontro com Heidegger, Celan ainda viveria três anos, nos quais seus problemas mentais se agravaram. Seu ato final foi a desesperançada constatação de que nem mesmo a palavra pode salvar o homem que foi vítima do Mal. Não se sabe se Celan chegou a perdoar Heidegger de fato, em seu íntimo. Certamente ele não conseguiu perdoar seus algozes alemães, os assassinos de sua mãe. Durante anos Paul Celan foi capaz de sobreviver e construir sua belíssima e dolorosa obra poética, mas a violência e o desespero venceram a batalha e lhe roubaram a paz de espírito. Heidegger e Celan admiravam Hölderlin, que aos 35 anos de idade enlouqueceu e foi adotado por um carpinteiro da cidade de Tübingen, que o colocou em um quarto em uma torre às margens do rio Neckar, onde o poeta viveu até sua morte em 1843, aos 73 anos. Após ter perdido a sanidade, Hölderlin cunhou uma estranha palavra, “Pallaksch”, que podia ser uma exclamação ou uma resposta a uma pergunta, quando então poderia significar sim ou não. Talvez, para Celan, ao verdadeiro sábio, diante do horror do Holocausto (e de todos os genocídios engendrados pelos homens) só restasse mesmo esse balbucio, essa não-palavra, a negação da própria linguagem, como ele tão bem expressou em seu poema Tübingen, Janeiro, aqui em tradução de Mauricio Mendonça Cardozo:
Olhos con-
vencidos à cegueira.
Sua – “um
enigma é o que pro-
vém de si” – , sua
lembrança de
naufragadas torres de Hölderlin, gai-
volteadas de chilros.Visitas de marceneiros afogados
nessas
palavras soçobrantes:Viesse,
viesse um homem,
viesse um homem ao mundo, hoje, com
a barbacesa dos
patriarcas: falasse
falasse ele deste
tempo, e ele
só faria
balbuciar e balbuciar,
sempersempre
adiadiante.(“Pallaksch. Pallaksch.”)
Marcelo Nunes é escritor e editor-chefe da Editora Nauta.
–
Referências:
CARONE, Modesto. A poética do silêncio, Perspectiva, 1979
CELAN, Paul. A rosa de ninguém (Die Niemandrose), trad. Mauricio Mendonça Cardozo, Editora 34, 2021
HEIDEGGER, Martin. A essência da linguagem. In: A caminho da Linguagem, Trad. Márcia Sá Cavalcante Schuback, Editora Vozes, 2003
LYON, James Kody Paul Celan & Martin Heidegger: An Unresolved Conversation, 1951-1970, The John Hopkins University Press, 2006
MÜLLER, Adalberto. Zunái, Revista de poesia e debates, Tradução, Volume 2, Número 1, em www.zunai.com.br, 2014
VEJA TAMBÉM
“A Ciência, a Angústia e o Nada”. N’O Grande Teatro do Mundo, extratos de O que é a Metafísica?, aula inaugural de Martin Heidegger na Universidade de Freiburg. Tradução de Marcelo Consentino e interpretação de Carlyle Oliveira Porto.
“Hegel, Hölderlin e Heidegger: arte e verdade”. Leia o texto de Marco Aurélio Werle.