"Juntos ao Luar" de Nicholas Sparks é um livro que nos fala de autismo, mais especificamente do síndrome de Asperger. Neste romance, o escritor leva-nos através de uma narração presente e muito vivida através da guerra como se estivessemos ali vivenciando os momentos com as personagens. Mas também é um livro que fala de verdadeiro amor. Daquele em que o que interessa é fazermos o outro feliz mesmo que com isso nos façamos sofrer a nós mesmos.
Li este livro em 2009, mas ajá tinha anteriormente lido outros romances do mesmo autor, como aquele que penso que seja o mais conhecido: "As palavras que Nunca te direi". Este romance, no entanto, acabou por se destacar, pela forma como o autor aborda a questão das necessidades educativas e do autismo em especial, numa perpetiva mais familiar e, por isso, muito mais realista. As personagens principais são John Tyree e Savannah.
Quando o soldado John Tyree, durante uma licença, conhece Savannah Curtis, universitária idealista que se encontra de férias escolares, um forte romance nasce entre eles. Savannah está na praia com alguns amigos quando ele acaba por salvar da água a sua bolsa. Ao devolvê-la, sente que algo intenso se está a formar entre eles. Durante essas férias, o trabalho de voluntariado de Savannah e dos seus amigos e a relação entre ela e John, vai-se fortalecendo. Ele regressa ao serviço militar mas apesar de distantes, o amor não se apaga.
No entanto, os eventos ocorridos a 11 de Setembro de 2001, marcam um novo período na vida de ambos. John tem te voltar porque é chamado para a guerra, o que vem colocar a relação entre os dois em risco. Durante sete anos de um tumultuado relacionamento, o casal vai-se encontrando apenas esporadicamente e mantém contato por meio de cartas de amor. O regresso de John mostra que a chama que antes os unia, se foi apagando e que eles já não são o par perfeito que eram, mas o amor pode ter outras formas. Savannah acaba por se apaixonar por Tim, que está mais perto e que passa mais tempo com ela. Algo que aconteceria na vida real e que retrata muitas paixões - um primeiro amor que não se esquece.
O pai de John é uma das melhores personagens, na minha modesta opinião. É com ele que Jonh vive, antes de se alistar no exército e, a sua coleção de moedas é algo que traz para a história uma caraterística banal e especial em simultâneo.
"No entanto, mais importante que tudo, descobri que, quando o meu pai era novo, eram raros os médicos capazes de compreender sequer as características ou os sintomas da doença e que se algum problema houvesse, os pais dele nunca teriam descoberto."