LIMITE
A mulher é perfeita
O seu corpo
Morto veste o sorriso de realização,
a aparência de uma necessidade grega
flui pelos pergaminhos da sua toga,
os seus pés descalços parecem dizer,
chegámos até aqui, acabou-se.
Cada criança morta amarrotada, serpentes brancas,
uma para cada pequena
tigela de leite agora vazia.
Ela recolheu-as todas
no seu corpo, como pétalas
de uma rosa fechada sobre si mesma, quando o jardim
endurece e os odores sangram
das doces gargantas, profundas, da flor da noite.
A lua não tem por que estar triste
olhando com firmeza desde o seu capuz
de osso; ela está acostumada a este tipo de coisas.
As suas crateras trincam e se arrastam.
Com tradução de Tiago Nené

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