Continuo a ler a saga de Maurice Druon. Este é o segundo livro que começa em novembro de 1314, com a morte do rei Filipe, o Belo. Dois grupos preparam-se para se enfrentar pela posse do poder: de um lado, o clã do baronato, conduzido por Carlos de Valois, irmão do rei e, do lado oposto, o partido da alta administração, dirigido por Enguerrand de Marigny.
Margarida e Branca estão prisioneiras na fortaleza de Chatêau-Gaillard, enquanto Joana, condessa de Borgonha, é levada para o torreão de Dourdan. Apesar da notícia da morte do sogro, para Margarida não será assim tão fácil obter a liberdade: é que Luis X, seu marido e novo monarca, não pensa em recuperá-la como rainha consorte. O rei Luís, denominado o Teimoso, tenta a todo o custo a anulação do seu casamento com Margarida, para que se possa voltar a casar. A escolhida é Clemência, princesa da Hungria.
Nesta sequela percebe-se a relação entre as casas reais europeias e a forma como os casamentos eram arranjados de forma a que cada um dos reinos visse aumentadas as suas fronteiras. A pobreza é visível na população, a morte ensombra todas as casas, enquanto o rei apenas pensa na forma de conseguir os seus intentos: arranjar um sucessor para o trono.
Ainda no primeiro livro, conhecemos outras personagens que vão agora ter um papel mais ativo, como Tolomei e Guccio.