A terminar o dia, um poema de Sophia de Mello Breyner:

Senhor se da tua pura justiça

Nascem os monstros que em minha roda eu vejo

É porque alguém te venceu ou desviou

Em não sei que penumbra os teus caminhos

Foram talvez os anjos revoltados.

Muito tempo antes de eu ter vindo

Já se tinha a tua obra dividido

E em vão eu busco a tua face antiga

És sempre um deus que nunca tem um rosto

Por muito que eu te chame e te persiga.

in Mar Novo.