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Há pessoas que aprendem a escrever e há pessoas que nascem para escrever, aprimoram o saber e têm a sorte de se inserir num contexto que só torna a sua arte melhor e melhor.
Acredito que Mário de Carvalho nasceu para escrever, ou talvez seja melhor dizer que nasceu para contar histórias que não poderiam ser contadas por mais ninguém. A imaginação do autor é arrebatadora.
O inusitado e o ridículo estão sempre presentes. Elementos essenciais à vida e à nossa capacidade de nos rirmos de nós próprios e do que acontece.
Aqui temos (entre muitas outras personagens): o escritor que vê personagens no computador, a equipa de reportagem de um programa de segunda, os amantes na função pública, o diabo, a saga do ourives e a excursão à falésia.
São contos pouco vagabundos, qualquer um deles uma delícia de entretenimento.
Deixo aqui os meus preferidos: Três personagens transviadas, Uma vida toda empatada e Vaudelille.
Deixo aqui também a minha recomendação, leiam, é caso para dizer que: um conto por dia nem sabem o bem que vos fazia.
