[prateleira] Obra referência da literatura anarquista e romance que inspirou filme de De Sica abordam rupturas em diferentes tipos de governo
literatura, lançamentos editoriais, história, quadrinhos, crítica literária
Oleg/divulgação Seis leituras recomendadas para o mês de maio, pelo editor da revista Fina Matheus Lopes Quirino Vire à esquerda. Lançado pela primeira vez em 1985, A abolição do trabalho, tornou-se um clássico da literatura política norte-americana. Traduzido para dezenas de países, o livro expandiu as ideias do anarquismo tendo ganhado, inicialmente, adeptos no movimento estudantil até conquistar leitores já formados. Na edição da editora Veneta, o desenhista Bruno Borges ilustra o panfleto mais conhecido de Bob Black. Aproveitando o gancho, também sai pela editora a sátira Groucho—Marxismo, que explica a luta de classes através da comédia. Dentro do quadro. A criatividade não é fonte inesgotável. Esse é um dos lemas de Oleg, que foi lançado recentemente pela editora Nemo. Na novela gráfica, cenas do cotidiano de um cartunista às voltas com bloqueios criativos revelam um ser humano repleto de paixão pelos seus próximos. No quadrinho de Frederik Peeters, o protagonista reflete sobre seu relacionamento longevo e a adolescência da filha, além de se debruçar por problemas da contemporaneidade, como tecnologias, insônia e a própria solidão, companheira indissolúvel dos artistas. A abolição do trabalho/divulgação Duas tramas que abordam a segunda guerra mundial saíram pela editora Todavia. As pipas e O Jardim dos Finzi Contini são livros que trazem protagonistas inventivos e encantadores. No primeiro, clássico de Romain Gary, o jovem Ludo se apaixona por Lila, uma aristocrata polonesa. O normando que vive com o tio, o impagável carteiro Fleury, é um menino com memória excepcional. De todos os detalhes que nutre pela paixão por Lila, ele lembra de seus cabelos loiros e de sua constante busca por uma identidade. Já no romance de Giorgio Bassani, clássico moderno da literatura italiana, é apresentado ao leitor o mundo da família homônima, que inspirou o filme de Vittorio De Sica em 1970. Ao discorrer sobre o destino inexorável dos judeus italianos conforme o cerco apertava durante a ascensão do nazifascismo, Bassani soube materializar no presente grandes esperanças e boas lembranças, ao menos para seus protagonistas. Os protagonistas do filme homônimo de Di Sica/divulgação Breves. A Companhia das Letras lançou a novela gráfica Meu mundo versus Marta. Ficção cientifica com texto de Paulo Scott, autor de Marrom e Amarelo, e ilustrações do pelotense Rafael Sica, autor de Fachadas. detalhe/Meu mundo versus Marta Os respectivos livros apresentados na coluna foram enviados à redação da revista. Para pautas, escreva para: redacao.revistafina@gmail.com Publicado por Matheus Lopes Quirino Jornalista, foi repórter e editor-assistente do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo. Escreve sobre livros, artes visuais e cultura. Ver todos os posts de Matheus Lopes Quirino
Texto originalmente publicado em Revista Fina