Finalmente lá consegui dar um salto á Feira do Livro. Tive que adiar por causa do meu teste de Macroeconomia...Só por este sacrifício acho que já merecia passar á cadeira. Aspectos positivos: o espaço, o tempo e as pessoas. A vista de cima do parque é deslumbrante. Nos outros anos nunca parei a apreciar o espaço em si...Estava tão excitada com os livros que nem reparava em mais nada, mas desta vez parei um pouco a ver a paisagem. Sem ofensa para as restantes, mas Lisboa é a cidade mais bonita do mundo. "Ah e tal, mas não conheces as outras cidades...", sim eu sei. Mas esta é a minha.

Adoro não só a vista, como as árvores que proporcionam alguma sombra e a estufa que há algures lá para trás. O espaço falha um pouco em termos práticos: a calçada é difícil de subir, lugares para estacionar quase não há...Mas comprar ou levar um livro e lê-lo enquanto nos esticamos na relva não tem preço. O tempo também ajudou: fui ao final da tarde e ainda estava calor, mas corria um ventinho agradável. Incomparavelmente melhor que o tempo do ano passado. E depois andava lá bastante gente. Claro que a maior parte era só a ver, mas de qualquer modo parece-me positivo. Julguei que aquilo ia estar ás moscas. Havia bastantes actividades a decorrer além das sessões de autógrafos habituais. Acho que é sempre importante organizarem estes eventos. Dá outra dimensão á feira.

Aspectos negativos: os alfarrabistas e a crise como um todo. As bancas dos livros usados são as minhas preferidas, mas a oferta era fraca por comparação aos outros anos. Havia alguns livros que me interessavam, mas nada de especial e os preços estavam um bocado altos. Pela primeira vez, não me pareceu que compensasse comprar ali. Também não vi nenhuma promoção de jeito no geral. Só mesmo a hora H e a Relógio d'Água com livros entre os 7,50 e os 2,50...Que vontade de levar a banca inteira! Mas acho que a hora H devia ser mais extensa...As filas que se formam logo são impossíveis. Uma pessoa perde o tempo todo a tentar pagar.

Notava-se um certo desalento na cara de alguns livreiros, o que me parece compreensível. A crise era uma espécie de nuvem a pairar...Não havia escapatória. Já agora, devo dizer que a Leya continua insuportável...Não que eu ache que deva estar um silêncio sepulcral, mas não conseguir ouvir o meus próprios pensamentos é chato. No entanto gosto de lá passar para ver as novidades...Enfim, acho que continua a valer a pena passar pela feira, nem que seja só em passeio.