Fotografia da minha autoria «Fotografar é uma maneira de ver o passado» A minha família aproveitou cada janela de possibilidade para passear. Embora nem sempre tenha valorizado convenientemente esse privilégio, já percorri quase Portugal de Norte a Sul, graças aos meus pais. No entanto, há inúmeros fragmentos enfraquecidos, porque a minha memória não teve capacidade suficiente para os armazenar a todos. Ainda assim, parece-me um motivo perfeito para [re]descobrir e explorar com outra maturidade e outro cuidado. E há sempre magia por perto. A primeira vez que fui ao Zoo da Maia, era demasiado pequena para registar o momento, mantendo-o anexado às minhas recordações. Por isso, quando surgiu a oportunidade de o visitar, fui com as expectativas em ponto de equilíbrio, mas esperando ser surpreendida pela positiva. Tenho sentimentos muito contraditórios em relação a estes espaços, porém, apaziguei o coração ao perceber que os animais estão bem tratados e que não estão confinados a um compartimento minúsculo. Além disso, agradou-me a política tão consciente, que privilegia a preservação de espécies, enquanto alerta os visitantes para a «urgência de mudar hábitos» que condicionam a vida animal. Usufruindo de atividades pedagógicas - Pedizoopaper e alimentação da bicharada -, do espetáculo do Leão Marinho, da demonstração de aves de rapina e de uma visita ao Reptilário, não faltam motivos para planear um programa familiar e/ou entre amigos. O local não é muito grande, mas está bem conservado e preparado para nos acolher um dia inteiro. Já visitaram o Zoo da Maia?