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| Fotografia da minha autoria |
«Dá-me colo, não dores de cabeça»
O silêncio é mais bonito quando há uma melodia que o rompe, lentamente, no ritmo certo, para preencher os espaços que precisamos de aconchegar. Portanto, nunca perco a oportunidade de viajar através de canções.
No meio de tantos nomes, é natural que alguns passem mais despercebidos, é natural que alguns se tornem mais prioritários e, inclusive, que comecemos a largar a mão de outros. O nosso crescimento, mesmo que não nos apercebamos de imediato, também implica esta oscilação, pois aprimoramos os nossos gostos, temos uma consciência maior daquilo que nos serve e daquilo com que já não nos identificamos.
Por outro lado, há ocasiões em que, no meu cenário de conforto, completamente perdida nas letras de um artista dou por mim a pensar no quanto gostaria que fosse mais falado, mais celebrado, mais ouvido. Reforço, no meio de um panorama musical com tantos nomes (e extraordinários), é natural que não consigamos acompanhar todos, mas há alguns que me doem mais no coração por não terem tanta visibilidade.
Foi em conversa com a Sofia, quando partilhou comigo que estava a ouvir A Garota Não, que esta ideia surgiu, porque é um exemplo perfeito do pensamento anterior. Assim, voltei a percorrer as minhas playlists no Spotify, e agreguei algumas artistas mulheres que, para mim, para além do talento inigualável, mereciam mais palco.
Claro que esta noção é bastante subjetiva, porque nem sempre os nossos gostos estão alinhados no mesmo comprimento de onda, mas são intérpretes e compositoras que me inspiram e que cantam muito daquilo que também me palpita no peito.
jüra
a garota não
rita vian
iolanda
mimicat
milhanas
rita onofre
inês marques lucas
ana lua caiano
rita borba
diana castro
elisa
