2020 | Dezembro, 2020 wrap-up e 2021

Ora aqui está um post combinado, porque não há cá grande capacidade mental para dois ou três posts.

Toda a gente sabe que 2020 foi duro - para toda a gente - e estaria a mentir se dissesse algo em contrário.

Comprados & recebidos de Dezembro

Foi um mês farto, apesar dos sentimentos de culpa advindos do facto de o ritmo de leitura não andar a acompanhar.

Aproveitei as promoções Black Friday do El Corte Inglés e adquiri o primeiro livro de Martha Batalha e A Queda de Camus. Da lenta morte da Cotovia, A chave de casa, de Tatiana Salem-Levy. Recebi também, após pedido de troca de morada nos CTT, a nova colecção Novela Gráfica da Levoir (não fotografada porque encheria o espaço todo da foto).

Da Bertrand, vieram Mulheres sem medo, de Marta Breen, e Órix e Crex, de Margaret Atwood.

Prendas de Natal: Building Stories, de Chris Ware (não fotografado pelo mesmo motivo da colecção da Levoir), os Contos Completos de Graça Pina de Morais e o adorável boxset completo de Chi's Sweet Home, de Kanata Konami.

Lidos em Dezembro

Mês preenchido por algumas leituras conjuntas: com a Rita e a Vanessa, li The Remains of the Day, de Kazuo Ishiguro; com um grupo muito maior, organizado pela Ana do Anatomia do Livro, dei início à leitura de O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

Leituras favoritas de 2020

Dirá muito sobre o meu estado mental o facto de não me lembrar de ter realizado grandes leituras no decorrer deste ano ridículo. Mas destes gostei muito, portanto deixo-vos com um top 5 informal (review do Ishiguro em atraso, irei linkar posteriormente):

The Remains of the Day, de Kazuo Ishiguro

Leituras deixadas a meio

Motivos: vários. São estes os semi-abandonados:

Contos do mal de amor, de Elena Ferrante

A Piada Infinita, de David Foster Wallace

Ada, or Ardor, de Vladimir Nabokov

Ler os Clássicos Dezembro

O tema para Dezembro era um clássico infantil; tendo eu lido Beatrix Potter, outras leituras foram:

Balanço Ler os Clássicos 2020

Adorei, irei repetir (relembro que já saíram há umas semanas os temas para 2021). Aproximei e reaproximei-me de muita gente, cheguei a fazer um encontro presencial, uns quantos via Skype, li muita coisa que tinha encalhada na estante. Fica aqui uma lista de todos os livros lidos ao longo do ano, por toda a gente que participou:

1001 Noites, de Anónimo

Cry, the Beloved Country, de Alan Paton

A Peste, de Albert Camus

O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas

Tulipa Negra, de Alexandre Dumas

Djan ou a Alma, de Andrei Platonov

Requiem, de Anna Akhmatova

A Castro, de António Ferreira

Contos Completos, de Beatrix Potter

Dr Jivago, de Boris Pasternak

O Amor de Mítia, de Bunin

Nada, de Carmen Laforet

Herland, de Charlotte Perkins Gilman

Rebecca, de Daphne du Maurier

The Country Girls, de Edna O'Brien

The Dud Avocado, de Elaine Dundy

Sonnets from the Portuguese, de Elizabeth Barrett Browning

North and South, de Elizabeth Gaskell

Angel, de Elizabeth Taylor

Wuthering Heights, de Emily Brontë

Praise of Folly, de Erasmus de Roterdão

Cartas, de Etty Hillesum

Scoop, de Evelyn Waugh

Sonetos, de Florbela Espanca

O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett

Letters to Milena, de Franz Kafka

Tender is the Night, de FS Fitzgerald

Noites Brancas, de Fyodor Dostoyevsky

O Jogador, de Fyodor Dostoyevsky

The Mill on the Floss, de George Eliot

1984, de George Orwell

Quinta dos Animais, de George Orwell

O Horla e Outros Contos Fantásticos, de Guy de Maupassant

Siddhartha, de Herman Hesse

A Máquina do Tempo, de HG Wells

O General do Exército Morto, de Ismail Kadaré

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

As Mãos Sujas, de Jean-Paul Sartre

Stoner, de John Williams

Letters from Father Christmas, de JRR Tolkien

A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Jules Verne

Uma Família Inglesa, de Júlio Dinis

Uma Gata, um Homem e Duas Mulheres, de Jun'ichirō Tanizaki

Diário de um velho louco, de Jun'ichirō Tanizaki

Athenaíse, de Kate Chopin

Victoria, de Knut Hamsun

A Morte de Ivan Ilitch, de Leo Tolstoy

A Felicidade Conjugal, de Leo Tolstoy

Alice in Wonderland, de Lewis Carroll

Sofia Petrovna, de Lydia Chukovskaya

Meditações, de Marco Aurélio

A Ausência de Lol V Stein, de Marguerite Duras

Tanta Gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho

Lady Audley's Secret, de Mary Elizabeth Braddon

Frankenstein, de Mary Shelley

The Master and Margarita, de Mikhail Bulgakov

A Procura do Amor, de Nancy Mitford

Ten Days in the Madhouse, de Nellie Bly

Roma, de Nikolai Gogol

Dead Souls, de Nikolai Gogol

Kindred, de Octavia Butler

A alma do homem sob a égide do socialismo, de Oscar Wilde

Contos, de Oscar Wilde

The Picture of Dorian Gray, de Oscar Wilde

As Metamorfoses, de Ovídeo

Húmus, de Raul Brandão

As Maçãs Douradas do Sol, de Ray Bradbury

The Beetle, de Richard Marsh

Sultana's Dream, de Rokeya Sakhawat Hossain

Poemas, de Safo

As Velas Ardem até ao Fim, de Sándor Márai

Hamlet, de Shakespeare

Macbeth, de Shakespeare

Carmilla, de Sheridan Le Fanu

We Have Always Lived in the Castle, de Shirley Jackson

O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir

Antígona, de Sófocles

A Floresta, de Sophia de Mello Breyner

O Fato do Tanto-Faz-Como-Fazia, de Sylvia Plath

Época de Migração para Norte, de Tayeb Salih

O Primeiro Mestre, de Tchinguiz Aitmatov

Longe da Multidão, de Thomas Hardy

Contos, de Thomas Mann

In Cold Blood, de Truman Capote

A Room of One's Own, de Virginia Woolf

Orlando, de Virginia Woolf

Candide, de Voltaire

Vathek, de William Beckford

We, de Yevgeny Zamyatin

Juntos lemos 89 livros diferentes, por 79 autores diferentes. E esta diversidade toda? Obrigada!!!

Ler os Clássicos 2021

A hashtag a usar agora é

#lerosclássicos2021

porque gente sem carácter começou a usar a minha hashtag nas redes sociais sem corresponder ao desafio. Açambarcamento PURO e com falta de gosto. Recordo os temas para 2021:

E aqui ficam algumas sugestões para Janeiro, cujo tema é um clássico de humor:

Candide, de Voltaire

Catch-22, de Joseph Heller

Diary of a Nobody, de George e Wheedon Smith

Fear and Loathing in Las Vegas, de Hunter S Thompson

Outros

Recordo que 2020 foi o ano de nascimento do podcast fora da estante, que conta já com doze episódios (um deles é batota).

Entretanto, fica aqui o anúncio oficial: criei um BuyMeACoffee. Porquê? Porque ando nisto há quase oito anos. Não acho que mereça, necessariamente, dinheiro por isso, mas interpretem como sendo eu a disponibilizar o chapéu para quem, assim entendendo, deixar uma moedinha. É, bem como comprar livros através do meu link da WOOK, uma forma de ajudar. O site até deixa meter, agora, outras coisas que não o cafezinho, portanto... Buy me a Book?

Que 2021 nos trate melhor a todos!