JUKEBOX // PODE CHOVER UM POEMA
poesia lírica, melancolia, saudade, cotidiano doméstico
«Quando, de manhã, acordarSerá como a primeira vezO ar será feito de luzPairando na tua ausênciaPela minha casa foraHá passos pintados no chãoHá horas que foram em vãoA noite escapou-me da mão[...]Quadros na parede do quartoOlhando pelo silêncio gentilMúsica em tons de azulGuardada em discos de vinilE eu, devagar, como a brisaDescendo da janela para o rioPelas cortinas movendo-se longasDeixo o teu lugar vazioE quando a saudadeMe acena ao longeDe quando em vezPode chover um poema»
Texto originalmente publicado em Entre Margens