Que livros levar quando se vai trabalhar alguns meses para fora do país?


O dilema: vou querer visitar livrarias, mas não vou querer comprar livros (não muitos, pelo menos, que prometi a mim mesma evitar as compras até Junho do ano que vem). O ritmo do blog (já de si não o mais activo possível) poderá sofrer com o evento. Em breve descobrimos!

Prometo reviews de livrarias e quiçá bibliotecas: já ando a investigar sítios sem ser ali a clássica Shakespeare and Company, inspirada na livraria da Sylvia Beach. Podem, entretanto, ver as minhas opiniões e fotografias sobre outras tantas:

E para lançar um bocadinho o mood, aqui ficam algumas sugestões de livros que se passam em Paris: os que já li e recomendo, e os que ainda me aguardam pela estante.

Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, traz-nos memórias e cusquices sobre a Lost Generation, expatriada em Paris. Memórias sobre ser pobre, beber vinho, ser amigo da Gertrude Stein, ser odiado pela Zelda Fitzgerald, ver os genitais do FS Fitzgerald.

O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux, dispensará apresentações. Uma história de um amor impossível (e de outro possível) num dos edifícios mais bonitos da cidade, com a música ambiente da voz de Christine Daaé.

O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo, celebra outro dos edifícios mais conhecidos da cidade. Aliás, o título no original francês refere-se apenas à Catedral. Muito mais sombrio que o filme da Disney, demasiado descritivo em partes, mas inesquecível.

As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos. Adoro este livro. Trata-se de um clássico sobre vingança, ódio corrosivo e manipulação, considerado na altura da sua publicação escandaloso, considerado por mim como profundamente humano.

 

Marie Antoinette, de Antonia Fraser, é uma biografia daquela que foi a mais icónica rainha de França, cargo que assumiu acidentalmente. Começamos na Áustria, mas rapidamente chegamos a Versailles, ao antigo Palácio das Tuileries e à prisão na Conciergerie.

O Perfume, de Patrick Süskind, é um livro totalmente diferente. Explora a vida de um assassino (como diz na capa), através das memórias, emoções e sensações evocadas pelo olfacto.

História de Duas Cidades, de Charles Dickens, passa-se entre Paris e Londres, em plena Revolução Francesa, e lida precisamente com as consequências desta. Os vários enredos são brilhantemente ligados no final, através da Madame Defarge e do seu tricotar.

As Anotações de Malte Laurids Brigge, de Rainer Maria Rilke, é um livro que comprei em Praga, no ano passado. O seu protagonista, Malte, vive sozinho e solitário em Paris, em cujas ruas vagueia e cujo lado menos bonito descreve.

Giovanni's Room, de James Baldwin, retrata o trágico romance entre um americano e um italiano em Paris. Esta vai ser das próximas leituras, tendo-me sido muito recomendada por um amigo, o Manel.

Les Trois Mousquetaires, de Alexandre Dumas, é a famosa história de d'Artagnan e dos três mosqueteiros mais formidáveis da corte de Louis XIII. Também gostava de conseguir ler este antes da minha partida!

Thérèse Raquin, de Émile Zola, é uma mulher infeliz no seu casamento - talvez um pouco como Madame Bovary, mas esperarei para ver.

Le Rouge et le Noir, de Stendhal, é uma tortura que estou a tentar acabar sem qualquer tipo de motivação. O seu execrável protagonista, Julien Sorel, vai a certa altura viver para Paris. Não passei dessa parte.