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| Fotografia da minha autoria |
«Intimidade não tem nada a ver com tempo.
Intimidade é energia»
Falas-me ao ouvido, enquanto me enrolas o cabelo numa espécie de massagem e de provocação. Desarmas-me com esse charme fácil - que parece ter nascido contigo - e que tu sabes que me desorienta, descontrola. Não te resisto. Os nossos corpos estão mais próximos do que nunca. E eu cedo ao desejo que o teu toque faz crescer em mim. Por isso, mantenho as janelas fechadas e as cortinas corridas no mesmo sentido, ignorando o céu límpido e luminoso que se estende num manto interminável. Nada mais importa. Até parece que não há mundo lá fora, pois esgota-se no calor dos lençóis e dos nossos risos abafados. Quando estamos só os dois, desligo os sentidos. Diminuo o que se passa do outro lado da porta. Porque tudo isso pode esperar. Sou tua refém. E a única vontade que tenho é a de permanecer dentro do teu abraço.
M, 29.03.2015
