
Nos últimos tempos tenho vindo a escrever algumas notas sobre o meu pequeno e os livros, e, se tudo correr bem, continuarei a escrever porque tenha cada vez mais material para o fazer.
Aos 5 anos de idade deixa-me cheio de orgulho que este pedaço de gente tenha cada vez mais interesse pelos livros, no geral. Tem interesse pelos deles, as histórias, os livros de introdução ao conhecimento adequados à idade, mas também pelos livros dos crescidos cá de casa.
É cada vez mais comum ter de explicar o tema do livro que estou a ler. E ele ouve com toda a atenção e faz mais perguntas até entender o que se trata. Muitas vezes dou por mim a dizer que um tema não é fácil de explicar e ele diz, “Tenta pai” porque já sabe que se não perceber tudo agora fica qualquer coisa que dá próxima vez ele já terá quando se volta ao assunto.
Ninguém anda atrás dele para lhe meter livros à frente, nem a obrigá-lo a gostar, os livros simplesmente estão cá em casa, fazem parte das rotinas normais e ele já percebe isso. Há a história antes do deitar (histórias, no plural, ao fim de semana) há os livros que o pai e a mãe estão a ler sempre por perto, há os livros novas quase todas as semanas. O mundo dele tem sempre livros.
Costumo dizer um bocado à bruta quando tema é “o que é que gostavas que ele fosse em adulto”, que só não quero que ele seja parvo, de resto pode ser o que ele quiser. Acho que fazer dele uma pessoa dos livros é um passo importante para conseguir isso.