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«... Pois que cessara toda a obra de comprazimento no Paço e a competição poética, que vinha Camões ali cheirar? Em nome de quê, se na altura em que se deu esta viragem ia à volta dos quinze anos de idade e não tinha prosápia nem manifestara talento que o recomendassem, nem tampouco exercia função que ali o conduzisse?...

...

Os vates, os historiadores, eram tencionários de el-rei. Aquela academia de bom tom e centro de estudos, arcádia de poetas e escola de boas maneiras, onde se aprendia a graça palaciana sui generis, não passava daquilo, um alfobre de áulicos desdobrados de funcionários.

Luís de Camões encarnava algum daqueles requisitos? Que mester podia ter desempenhado na corte o impróvido escudeiro, filho de Simão Vaz, que nunca comandara nau, não floreava na Rua Nova cavalos persas, nem tinha na progénie, por accointance fortuita ou entrelaçamento de ramos, sangue real nas veias?»

(continua)