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Gosto de livros que reúnem anotações, pensamentos, pequenos episódios de vida. Há qualquer coisa se muito cru nessa escrita. Não se estão a trabalhar as palavras, escreve-se das entranhas, o que se sente, sem pensar no leitor, porque se escreve para silenciar uma qualquer dor, para acalmar e não porque se quer contar.
Ou talvez esta seja uma coisa que conto a mim mesma.
Se este ano tivesse sido “normal” teria adorado ler este pequeno livro. Mas o meu pai também morreu este ano e eu, que ainda não estou certa de ter aceitado essa partida, senti ainda mais o que está escrito nestas páginas. Não porque a história se pareça. Nada têm em comum para além de ambos serem pais (o meu e o da autora), mas a dificuldade em aceitar a partida aproxima-me de quem escreve.
Gostei muito de ler este livro.
