Fotografia da minha autoria Tema: Luta A confiança nem sempre é o dialeto que me impulsiona. Por vezes - mais do que gostaria -, a sabotagem interior vence. Porque permito que os meus medos me vençam. E, quando eles gritam, eu não sou capaz de gritar mais alto. Afundo-me num mar de incertezas. Inseguranças. Complexos. E sigo sozinha. Nesta estrada onde os espinhos se multiplicam, na quantidade proporcional à minha falta de fé. Persisto. Tento insistir. Mas o vento atrasa-me. Ouço-o e não o entendo. Caio e deixo-me ficar, em claro sinal de desistência. De resistência. Porque é mais fácil aceitar a fatalidade do destino. Todavia, como é que posso lutar por outras vozes - e outras causas -, se nem por mim sou capaz de o fazer? Vivo num deserto. Escureço. Mas percebo que tenho de combater este marasmo. Tenho que me impedir de ser o meu maior inimigo. Portanto, luto. Todos os dias. Com todas as cicatrizes que me moldam a alma. Mesmo que precise de me reerguer a cada nova manhã. Há lutas intermináveis. Mas, por nós, vale a pena arregaçar as mangas e ir. Com todas as nossas armas.