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Out21

Maria do Rosário Pedreira

Talvez por se ter estreado no Verão, ainda aqui não falei da maravilha que é ter em Portugal a colecção de Clássicos da Penguin, aqueles livrinhos com capas lindas que todos os que lemos em inglês estamos fartos de «lamber» nas montras, comprar e cobiçar e que, finalmente, se encontram entre nós, traduzidos em português e editados pela Penguin Random House. A colecção completa 75 anos em Inglaterra e, na sua génese, era uma aposta em divulgar os clássicos de vários géneros (ficção, poesia e ensaio) a bons preços e num formato simpático para o público em geral, numa afirmação de que a literatura não é coisa apenas de elites intelectuais. Por cá já foram lançados os primeiros sete títulos, incuindo alguns em língua portuguesa (Os Maias, O Livro de Cesário Verde ou Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto) e também obras emblemáticas como A Metamorfose, de Kafka, A Quinta dos Animais, de George Orwell, ou Um Quarto Só Seu, de Virginia Woolf. Estes livros são sempre prefaciados, como é o caso de Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, de Rosseau, que conta com prefácio de Francisco Louçã. «Classicizemo-nos!»

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