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Mais sobre o livro aqui

Acabei ontem “Imortal” de José Rodrigues dos Santos.

Não vale a pena fazer grande suspense sobre o tema: como seria de esperar gostei do livro. Surpresa seria o contrário.

O livro obedece à fórmula normal que JRS costuma utilizar: tem um tema de base que pretende desenvolver, neste caso a Inteligência Artificial os seus limites, perigos, alertas, e um revestimento com uma camada de ficção que tem como personagem central o historiador Tomás Noronha.

A natureza do tema não torna fácil a criação de um enredo, mas ainda assim JRS conseguiu criar o mesmo a partir de uma ligação direta com o “Sinal de Vida”, romance anterior a “Imortal” onde Tomás Noronha é também a personagem central.

Não é um livro pleno de ação, e até perto da página 300 é mesmo muito teórico, mas de repente há um twist inesperado e a história ganha movimento, com a Inteligência Artificial Geral a controlar tudo.

Aquilo que mais me atrais nos livros de JRS, e foi plenamente cumprido neste também, é o conhecimento que trás consigo. São 500 páginas de conhecimento e um convite à reflexão com ficção e ação à mistura.

Este livro é um convite a refletir sobre o nosso futuro, o futuro da Humanidade potencialmente sem humanos. É um livro sustentado em dados científicos que o autor aproveita para extrapolar e apresentar uma visão possível do futuro. Permite aprender e refletir enquanto saboreamos uma história de ficção.

Recomendo. Recomendo vivamente, a quem gosta de ficção, mas maioritariamente a quem pretende aprender alguma coisa sobre esse tema estruturante do nosso futuro que é a inteligência artificial e o caminho para o qual ela levará o nosso mundo.

Mais uma vez o meu obrigado à Gradiva pela oferta.

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