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Mai22

Maria do Rosário Pedreira

O escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa, vencedor de muitos prémios literários com as obras anteriores (O Novíssimo Testamento, Biografia do Língua, O Diabo Foi Meu Padeiro) tornou-se finalista do Prémio LeYa em 2021 com A Última Lua de Homem Grande, sobre um dos vinte maiores líderes da história da Humanidade: Amílcar Cabral. Com uma vida cheia, mas apenas 49 anos e tanto por fazer, Cabral regressa a casa certa noite para encontrar a morte. Sem poder fugir aos tiros, cai junto do automóvel e, observando a Lua cheia, reconstitui, em prodigiosas regressões, todos os passos da sua vida pública e privada para compreender quem o terá assassinado e porquê.  Usando a terceira pessoa num original e inusitado monólogo, aquele a quem os seus chamavam «Homem Grande» revisita a infância, a relação com a mãe, a vida de estudante, os amores, as traições, o sonho da independência para as suas duas pátrias – Guiné e Cabo Verde – e põe a nu o absurdo de uma guerra, os meandros dos interesses internacionais e os desmandos do poder em África. A não perder. (O lançamento será no dia 17 no Centro Cultural de Cabo Verde.)

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