«Trocamos mundos, do teu fiquei refém

Cá dentro corre no tempo o teu receio

Se ao menos não te prendesses tanto assim

Paravas mais e olhavas para mim

Se não me deres a mão, eu tenho de ir

Às vezes sinto tão perto o nosso fim

Tens medo, tens tantas histórias para carregar

Meu bem, eu ouço-te cair

[...]

Tenho tido a tendência da causa perdida

Tropecei na carência a meio da subida

Fico perto para ver se te tentas encontrar

Sol posto, fim de agosto e eu tão longe da saída

Se soubesses ver que o mal é feito de neblina

Deixavas a porta aberta e um nó na cortina

Eu estou tão longe

Tão longe, na neblina

Meu bem, é tempo de sair»