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«A leitura abre a mente e alimenta a alma»

A minha missão livrólica foi abraçada com todo o compromisso. Tenho consciência que o ano ainda mal começou, mas a quantidade de promoções tentadoras que se tem cruzado no meu caminho, neste curto espaço de tempo, vai colocando a minha alma de leitora à prova. No entanto, mantenho-me firme e concentrada na lista de obras que continuam na minha estante por descobrir, aguardando a sua oportunidade de ouro.

Já consegui rasurar quatro títulos em espera: A Sombra do Vento [Carlos Ruiz Zafón], Stieg Larsson - Os Arquivos Secretos [Jan Stocklassa], A História de Uma Serva [Margaret Atwood] e O Macaco Bêbedo Foi à Ópera - Da Embriaguez à Civilização [Afonso Cruz]. Ainda assim, a estrada afigura-se longa. Mas promissora, muito graças aos Clubes de Leitura. Dos 51 exemplares que me faltam, há alguns que considero prioritários - pelo autor, pelo género e pelas temáticas. Portanto, e respeitando sempre a minha predisposição emocional, reuni os 12 livros que não poderão passar de 2020 sem serem lidos.

No Passado e no Futuro Estamos Todos Mortos // Miguel Esteves Cardoso: «Pensar na morte é a melhor maneira de dar valor à vida. O tempo que perdemos a fazer coisas que não são prazeres nem nos ensinam nada é um terrível desperdício. O melhor, para dar valor à vida, é fingir e imaginar que se morre todos os dias. É fácil. Estarmos cá, vivos e conscientes, é uma estranha excepção, que vai a favor de todos os que morreram e nunca mais voltaram» [Wook | Bertrand].

1Q84 Vol.1 // Haruki Murakami: «Um mundo aparentemente normal, com duas personagens - Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática - que não são o que aparentam ser. Até que ambas se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que as conduzirão fatalmente a um destino comum. Um universo romanesco dissecado com precisão orwelliana, em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes» [Wook | Bertrand].

Nem Todas as Baleias Voam // Afonso Cruz: «Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro» [Wook | Bertrand].

Os Segredos da Rapariga Tatuada // Arne J. Keijzer, John-Henri Holmberg e Dan Burstein: «Através de comentários perspicazes e entrevistas reveladoras, entramos no mundo singular de Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist e do próprio Stieg Larsson, descobrindo as fascinantes experiências da vida do autor e os incidentes à volta da vida política sueca, da violência sobre as mulheres e dos movimentos neonazis que estão no centro da obra de Stieg Larsson. Porque é que as pessoas consideram a Trilogia tão fascinante?» [Wook | Bertrand].

Mataram a Cotovia // Harper Lee: «Situado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária do Alabama, durante a Grande Depressão, este romance, vencedor de um prémio Pulitzer, fala-nos do crescimento de uma rapariga numa sociedade racista. Scout, a protagonista rebelde e irónica, é criada com o irmão, Jem, pelo seu pai viúvo, Atticus. Ele é um advogado que lhes fala como se fossem capazes de entender as suas ideias, encorajando-os a refletirem, em vez de se deixarem arrastar pela ignorância e o preconceito» [Wook | Bertrand].

A Amiga Genial // Elena Ferrante: «É a história de um encontro entre duas crianças de um bairro popular nos arredores de Nápoles e da sua amizade adolescente [...] O percurso de ambas separa-se quando, ao contrário de Lila, Elena continua os estudos liceais e Lila tem de lutar por si e pela sua família no bairro onde vive. Mas a sua amizade prossegue. A Amiga Genial tem o andamento de uma grande narrativa popular, densa, veloz e desconcertante, ligeira e profunda, mostrando os conflitos familiares e amorosos numa sucessão de episódios que os leitores desejariam que nunca acabasse» [Wook | Bertrand].

O Meu Irmão // Afonso Reis Cabral: «Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão - um professor universitário divorciado e misantropo - surpreende (e até certo ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas mais um ano do que Miguel, e a recordação do afecto e da cumplicidade que ambos partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por tantos anos de afastamento» [Wook | Bertrand].

Rodopio // Mário Zambujal: «O amor acontece em todo o lado, sobretudo na vida dos protagonistas destas histórias, homens e mulheres normais a quem sucedem encontros extraordinários. Há paixões que nascem em bancos de jardim e logo são inscritas no tronco de uma árvore, à mesa de estabelecimentos comerciais, na praia, a bordo de um avião ou mesmo no trânsito. Algumas são eternas, e delas nascem casamentos e outras arrelias; outras estão condenadas como as árvores do parque onde foram inscritos os nomes dos namorados» [Wook | Bertrand].

O Rouxinol // Kristin Hannah: «Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão» [Wook | Bertrand].

Uma Lágrima na Face da Índia // Daniel Nunes de Sousa: «Noah, enfermeiro num hospital do coração de Londres, debate-se com uma vida sem rumo e decide partir para a Índia, em busca de conhecimento. A sua viagem leva-o a conhecer Sahana, uma jovem cuja vida se encontra perto de um abismo. A ficção e a realidade enleiam-se num comovente e inesperado romance, onde os ecos culturais de uma Índia conservadora colocam o leitor no centro das intrigas de um país que ainda não aprendeu a respeitar as suas mulheres» [Wook | Bertrand].

Lá, Onde o Vento Chora // Delia Owens: «Kya tem apenas seis anos quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão abandonando, aprende a ser autossuficiente. Sensível e inteligente, sobrevive sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida» [Wook | Bertrand].

A Mulher que Correu Atrás do Vento // João Tordo: «Um livro sobre o poder do amor e o vazio da perda, sobre a amizade que nasce das circunstâncias mais improváveis e o terrível poder da confissão. E, quase no final, uma revelação chocante, a reviravolta que faz deste romance de João Tordo uma narrativa magnética» [Wook | Bertrand].


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