Boa tarde leitores,

Um #livro lido por curiosidade de censura e crítica.

Inovador, estilo de linguagem própria, de consciência, sem definição de espaço e tempo cronológico exato, o início é bem confuso, até pela aposta arriscada do autor, iniciando a história pela visão de Benjy, de trinta e três anos e com distúrbio mental, sem capacidade de fala.

O texto sem pontuação alguma “ajuda” na dificuldade, assim como nomes repetidos na família.
A segunda parte é pela ótica de Quentin, o irmão mais velho que teve a chance única de ir para a universidade, mas nutre uma paixão doentia pela irmã Caddy, o que o faz misturar realidade e fantasia.
A terceira parte e mais eloquente é de Jason, o mais racional e frio de todos, o que ajuda a #leitura, ao mesmo tempo em que temos o personagem mais sádico e perverso de todos.
A última personagem é escrita em terceira pessoa, a Dilsey, empregada idosa (e a mais sensata) da família e seu filho Luster.
Vemos uma decadência familiar financeira e moral. Derrotada e trágica, retratando os EUA, região do Sul, em uma época de predominância racista e elitista.
Graças a minha mania de não abandonar uma obra, pude conhecer um estilo de livro único.

Ainda há o apêndice, escrito pós publicação, pelo autor, descrevendo o desfecho dos personagens. E um posfácio do tradutor e de ninguém menos que Sartre.

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Beijos e até a próxima 📚.