No infinito território de meu ser,
Que pouco a pouco exploro,
Encontrei “a outra”
Parte sufocada de mim mesma.
Percebi que não me conhecia.
Na parcela de meu chão interior
que me foi destinada a viver
- que se torna insuficiente dia a dia -
a descobri aos poucos...
Estranhei-me.
Tive que aprender a falar
comigo mesma...
e conhecer esse universo
que me foi negado à vida.
Viajei para espaços longínquos
De mim mesma...
Penetrei nesse universo desconhecido,
Aprendi a ver de novo
O que dava por entendido...
Pouco a pouco invado e tomo posse
Rompendo as cercas,
as fronteiras de meu ser,
num exercício infinito...
Por vezes, ao anoitecer
Quero ficar só,
E já não é mais possível!
Quando meu eu exausto quer silencio
O meu eu sufocado
quer dialogar comigo...