Bom dia, adoradores de series.

Comecei a assistir essa série porque pesquisando sobre as séries que eu vinha assistindo, encontrei ótimos comentários sobre ela e o fato de ser pouco divulgada nos meios de comunicação e entre as pessoas aqui no Brasil, pois apesar de ser um sucesso lá fora, aqui no país muita gente não conhece, me despertaram a vontade de assistir. Pelo enredo, eu acreditei que não seria muito interessante, pois histórias de espiões não são minhas favoritas. E que grata surpresa eu tive. Já estou terminando a segunda temporada pelo Netflix e ainda existem mais duas lançadas e mais uma confirmada para este ano.

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História: A série que foi criada por Joe Weisberg, produzida nos Estados Unidos e adquirida pela FX (canal de TV pago), tendo como tema a Guerra Fria, na década de 1980. Dois agentes da União Soviética, conhecida como KGB, são recrutados, treinados e instalados em Washington, nos Estados Unidos se fazendo passar por uma família comum americana. Eles fazem parte da Diretoria S que é um projeto secreto visando cuidar dos interesses da URSS na capital americana sem levantar suspeitas. Essas missões incluem extorsão, assassinato, sexo com as vítimas caso necessário e muitos disfarces. Para completar a história, o casal da KGB se descobre apaixonado após anos desse casamento de fachada e precisam lidar com esses novos sentimentos. Apesar de ter sentido certa dificuldade no começo da temporada para entender o que estava acontecendo em determinados momentos, aos poucos, começou a soar natural o diálogo tanto entre americanos quanto os russos.

Quantidade de capítulos: São treze episódios de cinqüenta minutos cada um em média em cada temporada.

Abertura: A abertura mostra fotos e recordações como em um filme caseiro do casal protagonista e seus filhos, assim como imagens importantes sobre o assunto tratado, como o presidente Regan.

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Trilha sonora: A trilha sonora foi algo que gostei bastante, focando no rock clássico e dos anos 80, que é quando a história acontece.

Imagem: Boa qualidade de imagem e bons elementos que retratam a época.

Cenas: A mistura de cenas paradas e de ação funciona bem. Assim como a forma com a qual a história é contada, mesclando presente e passado para que entendamos a trama.

Personagens principais: Elizabeth – em russo, Nadezhda – e Phillip Jennings – em russo, Mischa – representados por Keri Russel (aquela gracinha do seriado Felicity) e Matthew Rhys  (de Brothers & Sisters), este eu desconhecia qualquer atuação. Os dois além de terem uma química em cena incrível, são personagens muito interessantes. Ela mais determinada e leal à pátria. Ele mais medido e sereno. Personagens inteligentes, bastante leais um com o outro, cativantes, sedutores, conciliando muito bem a vida de agentes de viagens, pais, donos de casa e agentes da KGB secretamente.

Secundários: Paige e Henry, filhos do casal, Stan Beeman (Noah Emmerich) é um agente do FBI da unidade de contra-inteligência, que nada mais é do que um caçador de espiões que a principio deveria ser o mocinho da história, mas vemos que não é bem assim no decorrer dos capítulos. Sua esposa e filho que são vizinhos dos Jennings. Temos Nina que é agente dupla, trabalha na embaixada soviética, mas se envolve com Stan passando informações. Martha, que trabalha no mesmo departamento que Stan como secretário e se envolve com Phillip disfarçado e também vira agente dupla sem saber. Também temos Amador que é parceiro de Stan, Jasper que é supervisor do FBI. Um dos personagens mais aclamados pela crítica foi Claudia, que intermédia o contato entre o casal e a liderança da organização, como uma mediadora.

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Referências: O que eu gostei bastante da série é que apesar de americana, a visão dos dois lados é bem imparcial, mostrando pontos positivos e negativos de ambos, algo que não vemos normalmente em produções dos EUA. A série foi criada baseada em fatos reais, como no “Programa de Ilegais” russo descoberto pela inteligência americana em 2010, que consistia em plantar agentes dormentes por todos os Estados Unidos para espionagem e atacar caso necessário. Foi enviado de volta à Rússia em troca de prisioneiros americanos. Outra fonte da série é o livro escrito por Vasili Mitrokhin, ex-agente da KGB, o serviço secreto soviético, que relata os bastidores da inteligência soviética. A série apesar de mostrar cenas de nudez e violência, não foca nisso. Assim como o romance entre os protagonistas é totalmente em segundo plano. Há uma quebra de paradigmas, com espiões assemelhando à pessoas comuns, sem fantasia de super poder ou um padrão perfeito de beleza. Outra curiosidade é que o criador da série é um ex-agente da CIA.

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Gêneros: Drama, suspense, espionagem, guerra.

Ganchos: Os finais de capítulo são fechados, embora seja uma história contínua ao longo da temporada onde diversos acontecimentos vão surgindo, não existem muitos ganchos. O que acontece é determinado personagem ou história surgir em um capítulo e retornar após alguns outros. Ainda sim, não perde a cadência e você se interessa pelos próximos.

Final: O final da primeira temporada é muito importante, pois há uma ameaça forte que envolve os protagonistas e o risco que eles correm o fazem repensar em algumas coisas. Deixa bastante questões em aberto para a segunda temporada, principalmente no quesito em quem confiar.

Recomendo?: Sim, bastante.

Para finalizar deixo vocês com imagens desse ensaio maravilhoso do casal para a revista GQ, sim, pois eles são um casal na vida real também, iniciado em 2014 e juntos até o momento haha.

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Beijos e até logo.