Este deve ser um dos contos mais lidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Publicado pela primeira vez em 1958, faz parte do PNL e é um dos livros de leitura obrigatória na disciplina de Português, dos alunos do 5º ano.

Composta por nove capítulos, conta a história de uma jovem Fada a quem é atribuída a tarefa de cuidar de uma floresta. Para o fazer, Oriana recebe da Rainha das Fadas uma varinha mágica que a ajudará a realizar os desejos de cada habitante da floresta, animais, plantas e homens. Oriana é uma "Fada Boa", e "bonita," que "vivia livre, alegre e feliz." 

Esta é uma obra riquíssima em recursos expressivos, visível nas diversas enumerações e adjetivações usadas para caracterizar as personagens e os espaços onde a ação decorre. Encontramos também várias repetições. Por exemplo, no aparecimento da "velha": "Era uma velha muito velha que vivia numa casa velhíssima," ou mais adiante no terceiro capítulo na frase "...havia espaço, espaço, espaço," ou em "Vi, vi, vi," na intervenção do "Espelho." Um outro exemplo de figura de estilo utilizada pela escritora, é a personificação, presente em "Os sofás e as cadeiras davam cotoveladas uns nos outros, as cómodas davam coices nas paredes..."

"A Fada Oriana", é uma belíssima obra destinada a crianças onde podemos encontrar nas fadas o "dom da proteção sobre os seres mais frágeis que vivem numa floresta,"  bem como as "peripécias de uma luta entre o bem e o mal," comuns neste tipo de narrativa. É uma história bonita, até divertida, mas que leva a que os leitores reflitam no que é certo ou errado, ou nas ações que cada um tomaria se estivesse perante as mesmas situações em que Oriana se foi encontrando ao longo da história.

Capa da 1ª edição

Capa da 1ª edição, 1958.

Fontes:

https://purl.pt/19841/1/1950/galeria/f1/foto1.html

https://www.fnac.pt/A-Fada-Oriana-Sophia-de-Mello-Breyner-Andresen/a644684