JUKEBOX ◾ QUE O MEDO CORRA
poesia lírica contemporânea, angústia existencial, metáforas sobre transição emocional, solidão e introspecção
«Não tinha nem para um cigarroAndar a ter de olhar para o chãoFoi quando deixei de sentirO que me deu não foi em vãoDeixar para trás o que faz arderE agora nada faz doerPensava que ia ser felizAinda não chega de aprendiz[...]Não quero mais sentir azulComprei o preto com razãoNão nego: já mudei o mundoNão contou, foi solidãoQue o medo corra atrás de ti tambémSegredo seja terra de ninguémQue o dia traga o tempo que gasteiE a noite traga a Lua que comprei»
Texto originalmente publicado em Entre Margens