por talesforlove, em 01.07.19

Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.

O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.

O RIO DA MINHA VIDA

O rio da minha vida

Verteu corredeiras

Chorou serenatas

Dormiu e acordou no remanso.

O límpido rio da minha vida

Jorrava exuberância

Mais do que banho

Era brinquedo

Evento.

Hoje escorre condoído

Em fiapos de esgoto

Sem cor e sem perfume

Desfalece em fase terminal.

Os homens?

Obtusos

Tampam os olhos

Entorpecem sentimento.

E aquele rio da minha vida

(Como outros)

Outrora infância

Outrora florescência

É excremento do homem!

Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.

Um abraço a todos.

Até breve.