A "A terra Pura", é uma obra de Alan Spence. Um livro de leitura compulsiva. É um romance absorvente onde dois mundos distantes e antagónicos se cruzam - o Oriente e o Ocidente - através do protagonista Thomas Glover que em 1858 deixa a sua terra natal para ir trabalhar para Nagasáqui. Numa sociedade feudal, fechada a qualquer contato com o exterior, Glover consegue adaptar-se e começa rapidamente a destacar-se e a prosperar.
"A Terra pura" é um romence histórico, baseado na vida de Thomas blake Glover, um escocês que se muda para o Japão em 1859 e que tem um papel determinante no desenvolvimenta da região onde se instala. Neste romance podemos seguir de uma forma especial o caminho percorrido por Glover, um pouco como se seguissemos a sua própria biografia. Ele saiu ainda jovem de Aberdeen, Escócia, para trabalhar no Japão na empresa Jardine Matheson como comprador de chá verde. Logo abriu a sua própria empresa, comprando, secando e exportando chá para o exterior.
Depois investiu em tráfico de ópio, e no câmbio e importação de itens diversos. Foi da sua responsabilidade a construção da primeira linha de caminhos de ferro do Japão e a inauguração da primeira locomotiva. Onde obteve o seu maior sucesso, foi de facto quando começou a vender armas, canhões e navios, primeiro para o Shogum (que mandava no Japão naquela época) e depois para os clãs rebeldes, principalmente os Satsuma, Chosu e Tosa, que apoiavam a volta do governo imperial e uma maior abertura do Japão ao ocidente. Como estes clãs eram compostos por samurais e não se misturavam com os estrangeiros, foi o primeiro casamento de Glover com Sono, do clã Satsuma, que acabou ajudando na sua aproximação comercial.
Mas a história não termina aqui. Glover passa por diversas provações, as qauis se aqui contasse tirariam toda a emoção de ler esta história. O final deixa-nos arrepiados.