Nas escolas, as nossas crianças exploram textos de autores portugueses, alguns deles grandes nomes da literatura, outros apenas escritores que têm o dom de as palavras que escrevem serem cativantes e levaram os meninos em fantásticas viagens pelo mundo da fantasia.

Nem sempre as crianças gostam de ler, é uma verdade. E qual o motivo? O contato com os livros, mexer, desfolhar, perguntar, falar sobre e inventar, voltar a escrever o final, desenhar a personagem como a imaginamos, tanto, tanto, tanto que um pequeno conto, uma breve história, permite fazer em sala. Os livros têm sido um recurso parcamente explorado nas salas de aula. Um livro tem tantas funções que são deixadas ao acaso, com relação com as competências que os alunos têm de adquirir.

A literacia é uma das grandes competências da infância. Saber ler e saber escrever é aquela base pela qual todos passamos um dia e que nos vai acompanhar para sempre. Ninguém desaprende de ler, mas como um músculo que se treina, o músculo da leitura favorece a criatividade, melhora a dicção das palavras, aumenta o vocabulário e os conhecimentos. Desperta a vontade até de viajar!

A leitura e a escrita são para mim as duas ferramentas base, que qualquer aluno deve adquirir no seu percurso escolar, mas sabemos que saber ler não é o mesmo que ler bem. A cultura literária das nossas crianças está enfraquecida pela falta de necessidade de o fazerem. Nas escolas nem sempre lhes é exigido que leiam e mesmo quando lhes pedem para ler um conto, quantas vezes o fazem realmente? 

Quais são os vossos escritores preferidos para a infância? Que livros leram quando eram crianças? Que livros são agora lidos nas escolas e o que novos autores têm sido introduzidos?