Vieram, do Book Depository, dois livros que estavam na minha wishlist há muito tempo, e que baixaram de preço sensivelmente na mesma altura: The Threepenny Opera, de Bertolt Brecht (compreendam no resumo do mês anterior o porquê de eu ter cedido a esta aquisição) e The Street of Crocodiles and Other Stories, de Bruno Schulz (ver aqui a vez em que eu achava ter comprado esta obra e correu mal), que comprei por recebido a notificação que o livro tinha desconto, ficando 7 Euros mais barato (livro absurdamente caro para os meus padrões, ainda assim).

Comprei mais um livro da Escorpião Azul, novamente recomendado pela Legendary Books (no espaço do Festival Contacto): Jardim dos Espectros, de Fábio Veras.

Mês, aliás, riquíssimo em BD e novelas gráficas: da Levoir, chegou a colecção Black Hammer de Jeff Lemire. E, em compras feitas pelo Dia Mundial do Livro, Nimona, de Noelle Stevenson, e A Asa Quebrada, de Altarriba e Kim, para fazer companhia a A Arte de Voar, que comprei no Amadora BD.

Da iniciativa da Bertrand (descrita abaixo) pelo Dia Mundial do Livro, veio Para Sempre, de Vergílio Ferreira. Da Minotauro, duas novidades: o Vol. IV da Obra Completa de Maria Judite de Carvalho, e 21 Dias de Luta, de Urbano Tavares Rodrigues, relançado em ocasião do 25 de Abril. A minha mãe, num golpe de ironia pela minha desarrumação crónica, ofereceu-me o livro da Marie Kondo. Por último, mas nada menos importante (pelo contrário): pelo meu aniversário, recebi do meu amor o segundo volume do mangá de Sailor Moon.

Desgracei-me, ainda, pela prateleira de autores brasileiros da Dejà Lu: Terras do Sem Fim, de Jorge Amado; A Casa do Rio Vermelho, da sua esposa, Zélia Gattai; e da autora que procuro há anos, mas que está, também há anos, esgotada, Lygia Fagundes Telles, trouxe A Disciplina do Amor.

Lidos

Lido ao longo do mês: Nada, de Carmen Laforet, comprado dias antes em Madrid - era a única leitura que tinha disponível para o avião de regresso, e foi perfeito para o "en abril leemos en español" da Ana!

Li Carta ao Cavaleiro do Nada, de João Marecos, livro infantil sobre Fernando Pessoa. Ainda em livros infantis, li Hilda e as Pessoas Escondidas mal o recebi.

Também foi um mês rico em novelas gráficas: li o Vol. 2 de Ms Marvel, de G Willow Wilson, e já quero o próximo volume! Também li o primeiro volume da nova colecção Jessica Jones, de Brian Michael Bendis, que honestamente adorei. Tenho imensa vontade de ler a saga da personagem desde o início (Alias, Pulse). Também dei seguimento à saga Descender, lendo os volumes 2 e 3.

Continuei Sailor Moon, lendo o segundo volume de uma só vez. Para o tema de mistérios do Bibliophile Club, li O Mistério do Quarto Amarelo, de Gaston Leroux. Para a iniciativa da Raquel, #abrillerbrasil, e o #abrilcontosmil da Mafalda, li o recém-comprado A Disciplina do Amor, de Lygia Fagundes Telles. Li também Nós Matámos o Cão-Tinhoso, de Luís Bernardo Honwana, para o projecto da Mafalda.

Para celebrar o 25 de Abril, li 21 Dias de Luta. Na saudade de uma leitura em francês, chegou a vez de ler Le dernier jour d'un condamné, de Victor Hugo.

Outros

Foi mais um ano de Festival Contacto. Desta vez, o festival foi em Marvila, na biblioteca. Apesar de mais amplo, confesso que preferi o espaço do Palácio Baldaya... ficou a promessa de visitar a Legendary Books!

Dia 23 de Abril fui à iniciativa da Editora Bertrand, em celebração do Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Foi uma experiência muito gira, porque deu para conhecer não só algumas das pessoas com quem interajo pela internet (o departamento de comunicação da Bertrand e outros bloggers), mas também (e era este o verdadeiro objectivo) para conhecer mais do processo editorial e tudo em que consiste a edição de um livro, da escolha da obra, à imagem, ao livro como objecto.

Fiz (finalmente!) uma alteração aqui no blog, que estava planeada há que tempos: há um menu em baixo do logotipo - acrescentei as páginas "roteiros literários" e "Paris", para agregar os meus posts de viagens.

Por último, fui ao teatro ver uma peça sobre a relação de Oscar Wilde com Bosie: O beijo de Judas, da autoria de David Hare, interpretada pelo Teatro Experimental de Cascais.