Um instantâneo é uma fotografia tirada com um tempo de exposição muito breve e
sem apoio de tripé. Em Instantâneos, Claudio Magris compõe uma sequência (cronológica) de textos muito breves, em que disseca pequenos e grandes aspetos da vida quotidiana, da vida política e da nossa intimidade.

Estigmatiza falsas crenças, maneiras de ler e comportamentos por detrás dos quais se escondem abismos de incompreensão e indiferença; destaca pequenos gestos que revelam a grandeza da alma humana; e retira da História e da Literatura situações surpreendentes que iluminam o tempo confuso em que vivemos.
Daqui, emerge uma pequena comédia humana, um fresco das nossas vidas cuja moldura é o espírito cáustico e irónico de um grande autor do nosso tempo – que não nos diz como devemos ser ou viver, mas que nos convida a olhar para nós mesmos com rigor e ternura.
«Sentamo-nos, pomos uma cara séria e nobremente interessada, tal como se põe uma gravata, e abandonamo-nos ao rio dos próprios pensamentos, tal como o orador se abandona ao fumo das próprias palavras. Mas quantas vezes, e não apenas nas salas de conferência, falamos com outros sem nos ouvirmos e passamos ao lado uns dos outros, estranhos e distantes, imediatamente engolidos pela multidão, deixando morrer uma possibilidade de encontro, de amizade, de amor.»

Claudio Magris, o celebrado autor de Danúbio, nasceu em Trieste, em abril de 1939. É romancista, ensaísta, germanista, e colabora regularmente com revistas e jornais europeus. Os seus livros contribuíram para o conhecimento literário da cultura europeia — ele foi o criador do conceito de Mitteleuropa. Claudio Magris foi distinguido com mais de uma vintena de prémios de excelência literária e científica. É um dos candidatos favoritos ao Prémio Nobel da Literatura e um dos mais influentes intelectuais dos nossos tempos.

Nota de Imprensa Quetzal.